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Carille cita apoio da diretoria ao justificar permanência no Corinthians

Pressionado pela torcida, técnico concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (1) no CT do Timão

| FOLHAPRESS

Técnico Fábio Carille concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (1). (Foto: Foto: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians)
 

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O técnico Fábio Carille concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (1º), no CT Joaquim Grava, para anunciar que fica no Corinthians.  

O treinador disse que pensou muita coisa, inclusive em deixar o comando, após a derrota para o CSA na última quarta (30), em Alagoas, por 2 a 1, mas que decidiu ficar após ver a diretoria "bancar" a sua permanência.  

Aliás, Carille foi enfático ao dizer que não permanece no clube por conta da multa rescisória. Caso peça demissão, o treinador teria que pagar R$ 3,6 milhões hoje, como revelou o UOL Esporte.  

"Claro que, depois do jogo, passa tudo pela cabeça. Tenho uma diretoria que é experiente de vestiário. Andrés [Sanchez, presidente do Corinthians] quantos anos têm? Duílio [Monteiro, diretor de futebol] quantos anos têm? Está sendo o primeiro momento [difícil], e eu tenho que enfrentar. Se eles entendem que pode ser melhor e diferente, por que eu vou desistir? Eu tenho que enfrentar, entender e melhorar", afirmou Carille. 

"Graças a Deus não me preocupo com a parte financeira. O Andrés falou do valor da dívida do Corinthians. Quem deve 450 milhões, deve 470 milhões. Não é o dinheiro que vai me prender aqui. Se está um clima ruim, não é o dinheiro que vai me segurar. Esquece. Dívida, você faz o tempo todo e segue, parcela", disse.  

Carille também foi sincero em sua avaliação sobre o seu time na temporada, assim como o presidente corintiano afirmou nesta semana, e disse que sente vergonha em algumas partidas. O Corinthians vive um jejum de sete jogos sem vencer e despencou na tabela do Campeonato Brasileiro. Após a derrota para o CSA, os corintianos deixaram o G-6 do Brasileiro e hoje ocupam a sétima colocação, com 45 pontos.  

"Vergonha. Não preciso olhar como torcedor, não, tenho que olhar como comissão e ser ciente daquilo. Vergonhoso, não parece um time treinado, parece que se junta no vestiário e vai para o jogo. Não está faltando raça, mas, tecnicamente, a gente tem que ser melhor", disse.  

O treinador ainda voltou a dizer que não consegue acertar o time por falta de opções no elenco. Carille disse que vai planejar 2020 na expectativa por reforços e afirmou ser o mesmo de seus anteriores momentos vitoriosos pelo Corinthians.  

"Comigo não mudou nada. O que eu já fiz, não vejo nada diferente do Flamengo. Uma linha definida atrás, um meio flutuando atrás, foi o Jadson [em 2017], hoje é o Everton [no Flamengo]. Eu joguei com Jadson e Rodriguinho; o Flamengo joga com Bruno Henrique e Gabigol, sem um nove de referência." 

"A gente tem que se adaptar com o que tem, as ideias são as mesmas. Acredito muito, o Corinthians tem 13 títulos de uns anos para cá, títulos de expressão. É um esquema que acredito demais e que dá resultado, mas preciso equilibrar melhor o meu time para propor o jogo", concluiu.

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