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Cesta básica araraquarense tem aumento de preço em março

Pesquisador alerta que não tem previsão de escassez de produtos, por isso, não é necessário fazer estoque de mercadoria em casa

| ACidadeON/Araraquara

Cesta básica araraquarense aumento de preço (Foto: Reprodução)
 
O preço da cesta básica em Araraquara encerrou o mês de março 1,30% mais cara que em fevereiro. O aumento equivale a R$ 7,93 no valor final do valor do produto, que fechou o período com preço médio de R$ 618,61. O aumento pode estar relacionado aos efeitos do coronavírus na economia.

Os dados são do levantamento do Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), realizado em nove supermercados da cidade, a alta foi influenciada principalmente pelos preços dos hortifrútis, que aumentaram em média 22,5%.

Na comparação com março de 2019, estes alimentos registraram alta de 1,40%, enquanto as categorias de limpeza doméstica e higiene pessoal apresentaram elevação e redução nos preços, variando de -0,36% a 1,66%, respectivamente. O destaque é para preço da cebola, que teve alta de 40%, como explica o economista Marcelo Cossalter, que integra o núcleo.
 
#O preço da cebolo no primeiro trimestre teve alta de 40%. Tem relação com a redução dos estoques e o fim da safra, chegaram até cogitar a importação da cebola argentina, mas com o coronavírus isso não aconteceu", diz ele.

A pandemia do novo coronavírus também não deixou de fora o mercado da batata, que teve forte amplitude nos preços praticados durante o mês de março, segundo levantamento.

Outro alimento que apresentou alta foi o alho. Foram com 15% de reajuste. Houve baixa também. O preço do extrato de tomate caiu 4,5%; o contra filé, 4%, e a linguiça, 3,5%. A queda observada nas carnes pode ter sido influenciada pela mudança na preferência dos consumidores.

ATENÇÃO

O Sincomercio ressaltou a importância das pessoas não comprarem compulsivamente, com o objetivo de estocar produtos, diante do medo da pandemia. A compra exagerada, aponta o órgão, só tende a elevar os preços e desabastecer as prateleiras. Não há relatos de produtores, de acordo com o órgão, sobre escassez de produtos.
 
"Não há previsão de falta de mercadorias. Essa compra exagerada não tem fundamento. A questão é organizar as compras para que todos tenham acesso aos produtos", finaliza Cossalter.


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