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Por causa da crise, comerciantes pedem renegociação de aluguéis

Sem trabalhar há quase um mês, muitos pequenos empresários procuram parcelar o valor do aluguel das lojas

| ACidadeON/Araraquara

Com as lojas fechadas, muitos comerciantes estão pedindo renegociação do aluguel (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)

A crise econômica provocada pelo novo coronavírus pegou o mercado imobiliário de aluguéis em Araraquara, especialmente aqueles destinados para fins comerciais. Com a exigência de portas fechadas, depois de determinação por decreto municipal, comerciantes não estão faturando e já recorrem às mesas e negociação para buscar acordos no pagamento o aluguel mensal.

A comerciante Maria José Martins, de 55 anos, conserta relógios em uma sala alugada no mercado municipal, no Centro. O aluguel do mês passado, quase R$ 700, foi pago o desse mês vai ser difícil. O condomínio também pesa, são mais R$ 206. Diante de tantas incertezas sobre o futuro e de nenhum movimento no balção, ela espera poder ajustar o pagamento para o final do mês com um acordo.

"Caiu muito o movimento, por isso, estou pensando em pedir pra segurar o aluguel até o final do mês", diz ela.

Alexandre Borsari é empresário do ramo de imobiliárias, em Araraquara, e diz que os pedidos de negociação de aluguel estão concentrados, neste momento, em imóveis comerciais. Cada caso é analisado individualmente é uma proposta é encaminhado ao dono do móvel.

"Estamos analisando perfil por perfil, se o comércio realmente foi prejudicado por não ser serviço essencial, estamos propondo as negociações, que podem ser uma redução de preço neste mês de impacto, parcelando, entre outras propostas", explica ele.

De acordo com Borsari, há também pedido de negociação para aluguel residencial. Também nesses casos, o perfil profissional do inquilino é levado em conta.

"Se é um profissional liberal, que não está conseguindo trabalhar, também estamos levando aos proprietários para analisar cada caso", diz ele.

No começo do mês, o Senado projeto de lei que flexibiliza algumas relações jurídicas privadas durante a crise do Coronavírus. A proposta proíbe decisões de despejo em caráter de liminar até 30 de outubro. A proibição só valerá para ações protocoladas a partir de 20 de março deste ano, quando foi decretado estado de calamidade pública no Brasil. O texto proíbe o despejo apenas no início do processo, por força de decisão provisória.

Desta forma, o despejo segue permitido em caso de decisão definitiva, na conclusão da ação. Se não houver um acordo no pagamento de aluguéis, mesmo com a dificuldade para arcar com os compromissos por conta dos prejuízos econômicos, especialista indicam a discussão judicial por meio de um processo de revisional de contrato.

Em Araraquara, apenas as lojas que comercializam produtos essenciais têm autorização para funcionar. Enquanto isso, nas outras categorias, dona Maria relata um clima de desespero no centro da cidade. "Está todo mundo desesperado no comércio, porque tudo está fechado", finaliza.

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