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Comércio prevê queda de até 95% nas vendas do Dia das mães

Com o fechamento das lojas por conta da quarentena, para driblar a crise muitos empresários recorreram ao atendimento via redes sociais

| ACidadeON/Araraquara


Em meio à pandemia, comércio de Araraquara está fechado (Foto: Amanda Rocha/ACidade ON)
O Dia das Mães é a segunda data mais importante para o comércio de Araraquara, perdendo apenas para o Natal. Mas nesse ano, com a quarentena da covid-19, o volume de vendas está atípico, muito abaixo do que ocorre normalmente.  

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), Antonio Deliza Neto, a data terá mais calor humano do que presentes, o que deve gerar uma queda de até 95% em alguns setores e de 85% no escopo geral. "É uma data importante para o comércio varejista, mas neste ano de pandemia, com tudo fechado, os números serão praticamente insignificantes. Eu acredito que este ano, o Dia das Mães não terá um volume de venda expressivo. Tem gente que vai deixar de vender 95%, pois as lojas estão fechadas".  

Deliza explica que para minimizar os impactos, alguns lojistas estão vendendo pela internet, por aplicativo, trocando informações com clientes via whatsapp, entregando em domicílio e trabalhando com o sistema drive thru. Tudo para minimizar os impactos. Porém, a previsão é que os presentes sejam os de menor valor agregado. 

"Acreditamos que as vendas mais expressivas serão de produtos com baixo valor agregado, feitos em casa e com calor humano. Serão cestas e flores de menor valor e aqueles com maior facilidade de venda online", complementa.  

Comércio fechado no centro de Araraquara (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)
AJUDA DAS REDES SOCIAIS
Para Andressa Silva, 36 anos, proprietária de uma loja de roupas e calçados, a expectativas é de redução de venda é de aproximadamente 80%, comparado aos anos anteriores, devido a pandemia e pela loja estar fechada.  

Ela explica que o cenário, da quarentena, não é favorável nem mesmo utilizando estratégia de vendas online, por exemplo. "Mês passado nós tivemos essa comprovação nas vendas e este mês a gente acredita que não será diferente, mesmo com o Dia das Mães. Nós estamos tentando melhorar ao máximo com o atendimento delivery e online, mas, ainda assim, a gente percebe que o ânimo das pessoas não está em comprar roupas, sapatos e bolsas, que são os nossos principais produtos", frisa. 

Andressa diz que hoje, por conta da pandemia, a loja trabalha com um número reduzido de funcionários. Uma de suas estratégias mais forte é o atendimento personalizado. "Ainda assim, os resultados não são satisfatórios. A gente tenta se reinventar a todo o momento também com postagens e fotos nas redes, como, instagram e facebook. Já as vendas online no site da loja não estão dando resultados. Isso porque as pessoas gostam de experimentar o produto", finaliza. 

LOJA PREVÊ QUEDA E LIÇÕES NESSA PANDEMIA
Para a gerente de uma loja de acessórios, Daniela Cristina Oliveira, de 27 anos, o Dia das Mães sempre foi aguardado com expectativa pelo comércio por ser uma das melhores datas de vendas, mas, por conta do isolamento social e do fechamento de lojas para conter a pandemia, 2020 será um pouco diferente.  

"Esse ano está sendo um pouco diferente, todos nós estamos nos reinventando e procurando alternativas. Tiramos aprendizado de tudo, ela veio para nos ensinar a ter novos hábitos, agora apostando ainda mais no marketing que está nos ajudando e conseguindo abrir novos meios. Esperamos que tudo isso acabe logo, e que tudo se organize.Todos os dias buscamos soluções, não para ser mais fácil, porém ser mais leve, até tudo voltar ao normal", conta.  

Ainda de acordo com Daniela, as vendas online, em especial pelas redes sociais, tem ajudado muito. "As redes sociais estão com tudo. Hoje elas são um dos nossos vendedores e no cenário atual, usamos como marketing também", ressalta.

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