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Locomotiva grená reconquista o que era seu por mérito

João Vitor Segura analisa conquista do bi campeonato da Libertadores pelas Guerreiras Grenás

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Guerreiras Grenás conquistam o bi da Libertadores Feminina (Foto: Divulgação/Conmebol)

 

Da mesma forma que os fins não justificam os meios, nem sempre o início é traduzido no fim. E as guerreiras grenás, que souberam traduzir essas citações em campo, reconquistaram a América após seis anos tentando. 

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Com a busca incessante pelo bicampeonato da américa, a Locomotiva bateu na trave em 2019, mas veio muito preparada para a temporada 2020/21, montando um esquadrão nos mesmos moldes do elenco de 2015. 

Como já escrito por mim anteriormente no ACidadeON, a Ferroviária veio para 2021 com um elenco muito diferente, com uma treinadora muito jovem e contando com baixas importantes nessa temporada, como foram as saídas da treinadora Tatiele Silveira e da atacante Chú. Com isso, a desconfiança sobre as guerreiras grenás existiu, persistiu, mas logo foi anulada e exonerada. 

Com um início difícil na Libertadores, tendo perdido seu primeiro jogo por 4 a 0, e empatado o segundo embate, a equipe araraquarense precisava de um milagre para classificar para a fase de mata-mata. E a surpresa “esperada” veio. 

Desde a sua criação, a Ferroviária Feminina sempre se postou como um time guerreiro, batalhador e milagroso, não à toa que recebeu a alcunha de Guerreiras Grenás. Vide a final do Brasileirão de 2019, a Libertadores de 2015 e a Copa do Brasil de 2014: todas conquistas em que a Ferroviária se mostrou valente, corajosa e surpreendente. 

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Dando sequência à histórica campanha de 2020/21, a Locomotiva aplicou uma goleada de 4 a 1 sobre a Universidad de Chile e conquistou a tão almejada classificação para as fases eliminatórias. Algo que não justificava o tamanho da equipe grená, mas visto que a situação era de início de trabalho, de um novo time e da necessidade de esperança e consolidação, foi esplendoroso. 

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Nas fases finais, a Locomotiva viu as estrelas brilhantes da zagueira artilheira Ana Alice, da lendária goleira Luciana, da polivalente meio-campista Aline Milene e da crucial atacante Patrícia Sochor despontarem, ajudando a Locomotiva nessa conquista. 

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Com um típico roteiro de cinema, a Locomotiva, que já tinha se classificado para as fases finais na base da raça, se mostrou valente ao derrubar o River Plate no tempo regulamentar, ao reencontrar e eliminar de vez a Universidad de Chile e ao derrubar o América de Cali na grande final. 

A Ferroviária provou que o início nem sempre é traduzido no fim: com um início cercado de desconfiança, sendo a única equipe brasileira a perder na estreia (visto que Corinthians e Avaí Kindermann tinham aplicado goleadas na estreia da Libertadores), a Locomotiva deu a volta por cima e reconquistou o que era seu por mérito.

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Walter Strozzi
Walter Strozzihttp://www.acidadeon.com/araraquara
Formado em Jornalismo pela Uniara (Universidade de Araraquara), Walter Strozzi é repórter no acidade on desde 2018. Anteriormente atuou na Tribuna Impressa, Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal e CBN Araraquara.

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