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Duelo de líderes pelo Paulistão para encher a Fonte Luminosa

Ditinho é a voz afeana que vem das arquibancadas, sem censura e 'papas na língua'

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Em 2017, jogando em São Paulo, melhor para o Palmeiras, que venceu por 4 a 1. (Foto: Colaboração/Tetê Viviani)

Ferroviária, líder do Grupo C com 8 pontos ganhos, e Palmeiras, líder do Grupo B com 13 pontos, se enfrentam no Estádio Fonte Luminosa neste domingo (17), às 17 horas.  

O jogo de líderes tem uma carga extraoficial de 18 mil ingressos e expectativa de casa cheia. Com ingressos básicos de R$ 100 e R$ 50,00 a renda deverá ser recorde desde a inauguração do estádio há 67 anos. 

Disputado por 16 equipes, as duas primeiras dos quatro grupos avançam à segunda fase.  


O jogo válido pela sétima rodada do Campeonato Paulista tem o técnico Luiz Felipe Scolari como uma das atrações principais. Afinal, segundo o próprio, ele é "o último técnico campeão mundial pela seleção brasileira". 

O craque fominha Dudu é outro atrativo para os torcedores do Verdão. Ele está fora do rodízio de Scolari e esteve em campo nos seis primeiros jogos, inclusive com grande atuação na vitória diante do Bragantino por 2 a 0 nessa segunda-feira (11). 

Dudu marcou o primeiro e deu assistência para Borja, que sofreu o pênalti convertido por Gustavo Scarpa. Além de Scarpa, Dudu, Borja o alviverde é cheio de atrações como Felipe Melo, Lucas Limas, Weverton, Prass, Moisés, Marcos Rocha, Edu Dracena. Fica a dúvida sobre as possíveis mudanças na cabeça de Scolari. 

A Ferroviária também tem seus méritos na campanha equilibrada e com poucos recursos financeiros. O time do professor Vinicius Munhoz tem no preparo físico e padrão de jogo as principais virtudes. 

A intensidade do meio campo leve e veloz, Tony, PH, Meritão e Felipe Mateus e Léo Artur, é o cérebro da equipe. O ritmo dos laterais, como sanfona no vai e vem, até parece jogada previsível, mas tem eficiência com variedades nos cruzamentos. 

O ataque evolui a cada partida. Maurinho, Jorge Eduardo e Felipe Ferreira abertos rentes as linhas laterais e os atacantes Uilliam, Lúcio Flavio e Diego Gonçalves se revezando e ajudando a marcar a saída dos adversários tem agradado. 

Em Sorocaba, a Locomotiva trouxe um ponto precioso e ficou a sensação que poderia ampliar a pontuação e o saldo de gols. 

Agora, teremos 540 minutos de bola rolando, mais os acréscimos, pela frente até o final da primeira fase para a Ferroviária traçar seu destino na competição de tiro curto. 

Três jogos em casa: Palmeiras, Oeste e São Caetano. Três fora: Guarani, São Paulo e Grêmio Novorizontino. Com o futebol padronizado do técnico Vinicius Munhoz a confiança em bons resultados é enorme.   


Vagão da saudade
A mais recente vitória da Ferroviária diante do Palmeiras no Campeonato Paulista está fresca na memória dos torcedores afeanos, principalmente dos mais jovens que vibraram com os 2 a 1, em pleno Allianz Parque, naquele domingo nobre do futebol, dia 28 de fevereiro de 2016. Fernando Gabriel (falta) e Rafinha marcaram para a Ferroviária, esse ao 48 minutos do segundo tempo. Cristaldo assinalou o gol palmeirense.   

O português Sérgio Vieira comandou a Locomotiva, que voltava à elite do futebol paulista depois de 20 anos. A queda ocorreu em 1996. Vieira escalou Rodolfo; Juninho, Wanderson, Marcão e Thallyson; Renato Xavier, Fernando Gabriel (Matheus Rossetto) e Rafael Miranda; Samuel (Rafinha), Wescley (Danielzinho) e Tiago Adan. 

Já o técnico Marcelo Oliveira definiu o Verdão com Fernando Prass; Lucas, Roger Carvalho, Vítor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos, Jean (Rafael Marques) e Robinho; Dudu e Gabriel Jesus (Erick); Alecsandro (Cristaldo).  

Mas no Estádio Fonte Luminosa a pesquisa é o caminho para encontrar a ficha técnica de Ferroviária 1 x 0 Palmeiras em 17 de junho de 1987.   

Ferroviária e Palmeiras, em 1993, sob olhar do fotógrafo araraquarense Tetê Viviani. (Foto: Arquivo Tetê Viviani)

Há 31 anos o Palmeiras não perde em Araraquara, sem considerar a equipe B. Graças ao trabalho louvável de Vicente Henrique Baroffaldi temos a história da Locomotiva preservada.  

E o técnico Sérgio Clérice escalou os vencedores: Washington; Nenê, Mauro Pastor, Dama e Nonoca; Élvio, Donato e Rubens Feijão; Toquinho (Gerson Sodré), Roberto Granada e Américo. 

Rubens Feijão marcou o gol da vitória, ao desviar de cabeça um cruzamento do lateral Nenê, aos 27 minutos do primeiro tempo. 

O Verdão do técnico Valdemar Carabiona perdeu com Zetti; Diogo, Vavá, Vagner Bacharel e Renato; Lino, Carlos Alberto Borges (Guina) e Delei; Júnior (Roberto Carlos), Bizu e Mauro. 

Um empate por 0 a 0, no Pacaembu, em 1990, tirou o Palmeiras da decisão do campeonato. O goleiro Narciso na meta da Ferroviária foi o herói do jogo. 

Outra partida marcante em Araraquara foi em 22 de maio de 1993 pela segunda fase (Octognal) do Paulistão, sim do autêntico Paulistão, que reunia os seis melhores da Série A e os dois melhores da B. 

Com recorde de público (19.421), o Palmeiras venceu por 1 a 0, golaço de Edmundo com sutil toque de cobertura da entrada da área, após drible no zagueiro, e que o goleiro afeano Ruy Scarpino não conseguiu evitar. 

O técnico Vanderlei Luxemburgo escalou o Verdão com Sérgio; Mazinho, Antônio Carlos Zago, Tonhão e Roberto Carlos: César Sampaio, Edílson e Amaral; Edmundo, Maurílio (Soares) e Zinho. 

Vail Motta, que classificou a Ferroviária para o Paulistão de 1994 e também para a segunda fase do Paulistão do mesmo ano em 1993, escalou o onze grená com Ruy Scarpino; Fábio Henrique, Fonseca, Mauro e Luciano Lamoglia; Alcinei, César Mineiro (Moisés) e João Batista; Paulo Américo, Romildo e Edelvan.

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