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O que esperar da partida entre Ferroviária e Mirassol

Desse modo, seja praticando um futebol propositivo ou reativo, a Ferroviária precisa elaborar mais os seus conceitos de ataque

| ACidadeON/Araraquara

Na última partida, a Ferroviária foi derrotada pela Cabofriense por 1 a 0. (Foto: Jonatan Dutra/Ferroviária SA)

Ferroviária e Mirassol se enfrentam hoje, em Araraquara, realizando o último jogo da décima rodada do grupo 7 da Série D. Quem vencer a partida, fica com a liderança. Em caso de derrota, nenhuma das duas equipes deixará a zona de classificação. A Ferroviária entra em campo estando em terceiro lugar, enquanto o Mirassol ocupa a quarta colocação.

Com sete jogos de invencibilidade, somando quatro vitórias e três empates, o Mirassol vive o seu melhor na competição, destacando-se pelo equilíbrio defensivo, já que sofreu apenas dois gois nessa sequência invicta, ambos em lances de bola parada. Em compensação, no ataque, o Leão tem sido econômico. Excetuando as goleadas contra as equipes do Toledo-PR e do Nacional-PR, que foram vencidas por 6 a 0 e 8 a 0, respectivamente, o Mirassol marcou quatro gols nas últimas sete partidas, sendo três deles originados em cobranças de escanteio.

Desse modo, fora os atropelos contra os dois times mais fracos do grupo, o último gol do Mirassol com bola rolando foi justamente contra a Ferroviária, quando venceu a Locomotiva por 1 a 0 na quinta rodada.

Desde o início da competição, Eduardo Baptista tem promovido mudanças na escalação em quase todos os jogos. Por isso, não dá para cravar quem jogará hoje contra a Ferroviária, mas indicar a disputa no time titular, que é: Jeferson Romário; Vinícius Baracioli, Danilo Boza, Elton (Patrick) e Luiz Henrique; Eduardo, Daniel (Alison) e Cássio Gabriel (Léo Artur); França (Minho), Netto (Igor Henrique) e Fabrício Daniel.

Em relação à Ferroviária, na derrota por 1 a 0 para a Cabofriense, o que mais chamou a atenção foi a dificuldade do time em produzir ofensivamente. Um problema que não chegou junto com Paulo Roberto Santos, já que pode ser percebido desde que Dado Cavalcanti treinava o clube. Quando enfrenta defesas fechadas, a Locomotiva ainda não sabe como criar espaços.

Mesmo que os estilos de jogo sejam diametralmente opostos entre Paulo Roberto e Dado Cavalcanti, o diagnóstico se mantém. Com o atual técnico da Ferroviária, a insistência de que a competitividade sem a bola é o principal caminho para se vencer os jogos, impede que o time desenvolva um repertório ofensivo mais amplo contudo, algo que se relativiza pela falta de tempo para treinar. Já com Dado Cavalcanti, a intenção de formar um time protagonista no campo de ataque esbarrou na própria implementação do seu modelo de jogo, em que a falta de profundidade em amplitude fazia da Ferroviária um time previsível, que dava murro em ponta de faca quando tinha a posse de bola.

Desse modo, seja praticando um futebol propositivo ou reativo, a Ferroviária precisa elaborar mais os seus conceitos de ataque. Por enquanto, quem apresentou a melhor saída foi Leonardo Mendes, treinador do sub-20 que comandou interinamente o time profissional por três jogos. Posicionado em bloco médio e explorando as bolas longas -- o que agrada a Paulo Roberto, inclusive --, a Ferroviária conseguia induzir o adversário a sair para o ataque e assim, abriam-se os espaços para o time explorar em transição rápida. Com isso, evita-se o jogo descontrolado que é passar noventa minutos dando chutão e brigando pela segunda bola.

Com os desfalques de Dener, Hygor, Will Viana e Bruno Mezenga lesionados e Max suspenso pelo terceiro cartão amarelo, a Ferroviária deve ir a campo com: Saulo; Lucas Mendes, Matheus Salustiano, Anderson Salles e Bruno Recife; Nando Carandina, Dudu Vieira (Pio) e Tony; Fellipe Mateus, Branquinho e Tiago Marques.

Transmissão: a partida terá transmissão da CBN Araraquara (95.7), a partir das 14h30. A bola rola às 15h.

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