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O que as pessoas esperam de uma carreira dos sonhos?

Se você realmente tivesse um bilhão na sua conta, além de uma carreira dos sonhos, você pararia de trabalhar?

| ACidadeON/Ribeirao

Se você ficasse rico e tivesse um emprego dos sonhos, deixaria de trabalhar? (Foto: Weber Sian / ACidade ON)
O que você faria se ganhasse um bilhão de reais? Certamente você já parou para pensar sobre isso e, provavelmente, já discutiu o assunto em uma mesa de bar. Muitas pessoas dizem que parariam de trabalhar. A partir daí, associamos a primeira pergunta à segunda: se você realmente tivesse um bilhão na sua conta, além de uma carreira dos sonhos, você pararia de trabalhar? 

Creio que as pessoas que optam por trabalhar, certamente, continuariam somente se estivessem atuando na carreira de sonhos. Agora, fazemos outro questionamento: hoje em dia, com um turbilhão de coisas e novas tecnologias surgindo, o que as pessoas enxergam como uma carreira dos sonhos?  

A incerteza e mudanças aceleradas nos fazem acreditar que o cantor Cazuza estava certo quando dizia ver "um museu de grandes novidades". Cada dia que passa aumenta a complexidade transformacional e as emoções do trabalho despertam muita inquietação e ansiedade nas pessoas (embora isso seja ainda pouco abordado em empresas tradicionais).
As relações entre pessoas e organizações trazem vários questionamentos. A dificuldade é também a resposta para viver em meio a muitas perguntas e poucas certezas, mas o caminho possível é construir um ambiente de trabalho positivo e saudável para pessoas e organizações evoluírem juntas!  

Há uma frase que diz: "se você não entende de pessoas, não entende de negócios, pois o negócio é feito de pessoas". Partindo desse pressuposto, o primeiro passo é entender o que as pessoas querem. A resposta pode ser simples, mas a execução nem tanto, porque elas querem empregos que se ajustem ao seu estilo de vida, que ofereçam oportunidades de crescimento e as conectem verdadeiramente a um significado e um propósito maior.  

Mas como conseguir fazer isso? O Grupo Cia de Talentos investigou recentemente três temas que propiciam um ambiente conectado à carreira dos sonhos: verdade, estilo de vida e significado.  

Número um: é importante falar de "verdade" em um País tão desconfiado (o povo brasileiro é um dos mais desconfiados do mundo). O fato de termos mais acesso às informações e redes sociais faz com que as pessoas possam pressionar por mudanças e não admitam mentiras. É o famoso "liderança pelo exemplo". As pessoas não querem que as empresas se posicionem sem propriedade do que dizem. E muito menos que falem algo que não façam na prática. Todos esperam verdade, transparência e autenticidade, além de coerência entre discurso e prática.  

Número dois: as pessoas esperam que numa carreira dos sonhos possam viver e expressar sua própria identidade. Isso é dependente da cultura organizacional; se uma empresa não constrói um ambiente em que as pessoas possam ser elas mesmas, está deixando de estimular a produtividade, a autonomia, a criatividade e impedindo o desenvolvimento desses indivíduos e, consequentemente, o crescimento do negócio. As pessoas percebem que podem ser elas mesmas quando podem escolher quais competências e habilidades desejam desenvolver. Mas, junto com a oportunidade de escolha, é preciso oferecer tempo e espaço para as coisas acontecerem.  

Por fim, número três: um estudo da consultoria The Energy Project mostrou que funcionários que percebem o significado de seu trabalho têm probabilidade três vezes maior de permanecerem em suas organizações. As pessoas percebem significado no trabalho quando consideram que as tarefas que fazem são relevantes e impactam as pessoas e o negócio e estão relacionadas aos seus talentos, conhecimentos e interesses. Quando encontram significado, quando veem uma conexão clara entre o que valorizam e o que gastam tempo fazendo. 

Em resumo: passamos a maior parte de nossas vidas trabalhando. Não apenas para sobreviver, mas para prosperar em ambientes saudáveis. Para isso, queremos ser tratados com respeito, contribuir com nossas habilidades e gastar nosso tempo com algo que faça a diferença. É complicado, mas é simples: não existe dinheiro que pague ser feliz e ter uma carreira dos sonhos.

*José Eduardo Fernandes é mestre em Educação, gestor de RH e  professor da FAAP Ribeirão Preto
**Bárbara Lespinasse é mestre em Ciências, gestora de RH e  professora convidada da FAAP Ribeirão


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