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Cotidiano

Nove mil pessoas aguardam por exames em Araraquara

Prefeitura precisaria investir mais de R$ 540 mil para que toda a demanda fosse atendida

| ACidadeON/Araraquara

Paciente durante exame de ultrassom para diagnóstico (Foto: Néder Piagentini/ilustrativa)
 
Quem precisa utilizar a rede básica de saúde de Araraquara com certeza já teve que esperar semanas ou até mesmo meses para conseguir um exame de ultrassom, ressonância magnética, eletrocardiograma, entre outros.  

A fila de espera é de aproximadamente nove mil pessoas. Para resolver o problema seria preciso investir pelo menos R$ 540 mil nesses procedimentos.  

As informações são da Secretaria de Saúde e foram fornecidas aos vereadores Juliana Damus e Roger Mendes (Progressistas) em solicitação a um requerimento feito no mês de setembro. O município destacou que os dados são variáveis já que mensalmente são feitos procedimentos e chegam novos pedidos todos os dias.  

O relatório veio em forma de planilha, demonstrando os tipos de exames, a demanda para cada um deles, os serviços onde são feitos estes exames e, no caso de serviços privados contratados, os valores unitário e total dos procedimentos.  

São 32 tipos diferentes de exames que tem alguma demora ou espera para realização. Alguns, são mais complexos como a Urografia Venosa e Dacriocistografia, com necessidade de cinco exames cada, a um custo de R$ 287,00.  

A maior fila é de pacientes que aguardam por um Eletrocardiomiograma. Atualmente cerca de 1.700 aguardam pelo procedimento. Neste caso a Prefeitura fiz que não haverá custo já que o serviço será custeado pelo governo de São Paulo por meio do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), de Américo Brasiliense, e pela UMED, via rede municipal.  

Ao começar a avaliar as primeiras informações, Juliana Damus reagiu, manifestando que existem possiblidades práticas para amenizar o problema. "Um mutirão de exames é a solução mais razoável para esta situação. Podemos tentar trazer para Araraquara os serviços da carreta da saúde. Isso resolveria o problema neste momento. Às vezes demora tanto para fazer o exame, que, quando apresenta para o médico, ele pede outro, pois não confia mais na avaliação a partir de um exame antigo. Isso gera mais custo ao município", apontou a vereadora.  

O exame de maior custo individual é a Ressonância Magnética com sedação, ao preço de R$ 950,00. Este exame está em processo de compra, por meio de dispensa de licitação, de acordo com o município. A demanda até o momento da elaboração do ofício de resposta aos vereadores era para 21 exames, a um custo total de R$ 19.500,00. Contudo, há exames com custo bem mais baixo, de R$ 4,67.  

Há alguns exames com demanda reprimida que, porém, estão sem prestadores de serviços, como é o caso da Histerossalpingografia, com necessidade de 50 exames. Para isso a Secretaria Municipal de Saúde está buscando serviços para atender às necessidades. E tem, também, exame que acaba sendo feito fora da cidade, por conta da disponibilidade, como é o caso da Dacriocistografia (DCG), um exame radiológico contrastado das vias lacrimais, que é contratado do Hospital Carlos Fernando Malzoni, de Matão.  

Traçando um paralelo com consulta semelhante, ocorrida em abril do ano passado, percebe-se semelhanças na demanda e no custo. Na ocasião eram 9.337 exames na fila, a um custo de R$ 558.206,50. Em Araraquara, a Prefeitura destina 35% do orçamento municipal para a saúde, bem acima do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixa em 15% a obrigação de investimento no setor, pelo município.  

Além do mutirão, Juliana Damus e Roger Mendes compartilham do pensamento de que outra possibilidade de os vereadores ajudarem é buscar recursos extras, como emendas parlamentares. "Conhecer a demanda e identificar as prioridades vai permitir que possamos apresentar pedidos de recursos para a realização destes exames", ponderaram.

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