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Produtores rurais reclamam de obras na Ponte dos Machados

Prefeitura interditou o trecho por algumas horas no sábado (20); produtores rurais reclamam de desvio com estrada esburacada e trajeto maior

| ACidadeON/Araraquara -

A obra na Ponte dos Machados vai custar mais de R$ 2,2 milhões (Foto: Milton Filho/CBN Araraquara)
A novela da Ponte dos Machados continua sem um final tão próximo. As obras, que deveriam estar em fase de conclusão, foram paralisadas em outubro, e ainda não foram retomadas.

No último sábado (20), uma equipe de engenheiros da prefeitura esteve no local para avaliar a segurança da ponte. Em decorrência das fortes chuvas, o trecho ficou interditado por algumas horas. Após constatação de que não havia risco para os veículos de menor porte, a passagem foi reaberta.

Vilmar Costa Vieira é produtor rural no Assentamento Bela Vista. Uma vez por semana leva hortaliças até uma feira na Praça Pedro de Toledo. Algo que não tem sido fácil.

"Nós estamos passando pela estrada da Usina Zanin, mas ela está péssima, a gente que andar a dez por hora. É buraco, valeta, pedra no meio da estrada. A gente já gasta muito dinheiro com combustível e peça. Mais estrada ruim ainda, assim não tem condições", disse.

Lucélia Eliza Lima também é produtora no assentamento. Ela diz que, antes de interditar a ponte, o poder público deveria ter feito melhorias na via alternativa.

"Pra prefeitura interditar tem que fazer uma obra grande de melhoria no desvio. Porque pra nós, se desviar por Boa Esperança fica muito longe e a gasolina está muito cara", ressaltou.

Até a retomada do contrato e da obra, apenas a passagem de veículos e motocicletas está permitida no local.

Lucélia diz que a interdição tem encarecido os produtos produzidos no assentamento. "O agricultor está pagando mais caro no transporte das mercadorias também, porque aumenta o trajeto, né?", concluiu.

LICITAÇÃO

Em maio, a CBN esteve no local para mostrar o problema. Na ocasião, a prefeitura justificou que, com a publicação do processo de licitação e da ordem de serviço, a empresa vencedora iria iniciar as obras, que levariam de 4 a 6 meses.

No entanto, isso não aconteceu imediatamente. As obras só começaram efetivamente em julho, com previsão de conclusão de aproximadamente 180 dias.

Para demolição da ponte existente e a construção de uma nova seriam gastos mais de R$ 2,2 milhões.

Mas, a obra que estava em andamento precisou ser paralisada para a retirada de dutos, fios de energia, telefonia e internet, que estavam no local e precisavam ser realocados.

Por meio de nota, a secretaria de Obras disse que encerradas as interferências, "está contatando a empresa responsável pela obra para reativar o contrato, que foi suspenso por 120 dias", e que "durante todo este período, vem acompanhando os serviços que estão sendo feitos no local".

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