Cinco alunos de Araraquara vão participar de atividades na ONU, nos Estados Unidos

Estudantes da Uniara e da Unesp de Araraquara farão parte da delegação brasileira que estará na maior simulação do órgão mundial

    • ACidadeON/Araraquara
    • Da reportagem
Divulgação
Coordenador do projeto Fernando Rugno acompanhado dos alunos da Uniara que vão participar do projeto (Divulgação)

 

O estudante de Administração Pública da Unesp de Araraquara, Hugo Martineli Silva, e as estudantes do curso de Direito da Uniara (Universidade de Araraquara), Ana Flávia Evangelista Violanti, Mariana Ferreira Rinaldis, além de Selma Segura Caparroz, formada em 2016, e o aluno de Engenharia Civil da instituição, João Victor Figueiredo Andrade, farão parte da delegação brasileira que irá participar do National Model United Nations (NMUN) e do Change the World Model United Nations – CWMUN 2017. Eles irão na companhia do coordenador de extensão do curso de Direito da Uniara, Fernando Rugno.

As atividades serão realizadas entre os dias 16 a 26 de março, na sede da Organização das Nações Unidas – ONU, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Os eventos são considerados a maior simulação das atividades da ONU. No NMUN, os participantes defendem interesses e propõem soluções para problemas de países diferentes dos de suas nacionalidades. Já o CWMUN tem foco em energias renováveis e na sustentabilidade. Neste ano, os países defendidos pela delegação brasileira serão Djibouti, Holanda e Áustria, sendo os dois primeiros de responsabilidade dos alunos da Uniara.

Selma confessa que está ansiosa. “É a primeira vez que participo do projeto. Iremos representar a Holanda e, por ser um país bem desenvolvido, acredito que não teremos muita dificuldade. Já no CWMUN, representaremos Djibouti, um país bem pobre localizado na África e que faz divisa com o Oriente, e que apresenta bastantes problemas. Estamos estudando muito para encontrarmos soluções para aquela nação. Faremos o melhor possível”, declara.

Andrade conta que, para a preparação, eles têm acesso a aulas e exemplos sobre as atividades. “Estamos conhecendo as regras e treinando como deveremos agir. Estudamos a história da ONU e alguns tipos de temas para nos aprofundarmos mais em nossas pesquisas”, comenta.

Mariana detalha que ela e os colegas pesquisam diversas informações no site da ONU e nos dos próprios comitês que defenderão. Utilizamos sites confiáveis de notícias para acompanharmos como está a situação desses países atualmente. Procuramos os dados referentes ao nosso tema – no caso, a saúde – para sabermos o que está mais preocupante nessas nações. Então, juntamos todas essas informações para podermos apresentar um trabalho bem feito”, relata.

O NMUN e o CWMUN tornam-se, assim, uma forma de conhecimento dos problemas de outros países, de acordo com ela. “Em Djibouti, por exemplo, eles enfrentam muitos problemas e não têm recursos. Portanto, é interessante vermos essa realidade, bem diferente da nossa, sendo que, às vezes, constatamos soluções que temos no Brasil e que podemos usar lá. E também é muito importante para nossa conscientização”, destaca a aluna.

Por sua vez, Ana Flávia comenta que há pouco tempo para a preparação. “É um grande desafio, pois o nível de pesquisa é muito alto. Porém, creio que até lá, já estaremos prontos. O projeto nos traz uma visão global que geralmente não temos muito conhecimento. É algo que amplia muito nossa visão sobre tudo, sobre as diferentes realidades de cada nação. É uma experiência muito positiva. Já crescemos muito, mesmo antes de viajarmos”, afirma.

Rugno, que também é coordenador do projeto no Brasil, revela que tem expectativas de repetir os bons resultados conquistados pela delegação brasileira nos anos anteriores. “Esperamos ser premiados com a aprovação das resoluções dos comitês dos quais participamos. Os estudantes já tiveram uma aula de preparação em português e estão tendo outras em inglês. Eles estão se dedicando bastante. Creio que, mais uma vez, a Uniara atingirá a excelência nas atividades do CWMUN e no NMUN. Já entramos em contato com nosso embaixador na ONU, Mauro Vieira, para que ele possa nos receber e ministrar uma palestra, como é feito todos os anos”, declara.

Ele lembra que, além dos quatro estudantes da Uniara, compõem a delegação alunos da Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP, da Universidade Estadual Paulista - Unesp e de outras universidades, que totalizam doze participantes.
 


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