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Cotidiano

Sindicância vai apurar agressões a funcionários da UPA Central

Secretaria de Saúde está apurando casos e quer contratar profissionais para aumentar segurança de pacientes e funcionários

| ACidadeON/Araraquara

Tom Oliveira
Segundo Sismar, foram 12 casos de agressões registrados em 2017 (Tom Oliveira/ACidadeON)

 

A Secretaria Municipal de Saúde abriu uma sindicância para apurar dois casos de supostas agressões a funcionários da UPA Central em Araraquara. Um dos episódios investigados aconteceu no dia 29 de dezembro, quando uma médica registrou um boletim de ocorrência relatando ter sido agredida com um tapa na mão direita por uma paciente irritada com o resultado de um exame.

Após o caso ganhar repercussão na cidade, a comerciante Rosimeire Motta negou as acusações e explicou ter ido à UPA por conta de uma arritmia cardíaca e pressão alta. O resultado do exame, de fato, não foi o imaginado.

“Minhas mãos, braços e pés formigando e eu ali aguardando. Quando ela [médica] chegou perto de mim, perguntou se eu já tinha melhorado. Falei que não, que já estava há uma hora e não tinha sido medicada. Ela simplesmente pegou meu exame e falou que estava tudo bem, que não tinha alteração nenhuma”, relembrou ela em entrevista à EPTV.

Ao ACidadeON Araraquara, Rosemeire diz que aprovou a abertura da sindicância. “Espero que eles vão mesmo atrás das imagens. Lá será provado que eu não a agredi. Peguei meu prontuário e fui para outra UPA, que de tão bem que eu estava, sai de lá duas horas depois”, comentou.

Segundo o Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (Sismar), foram 12 boletins de ocorrência registrados na UPA Central de agressão contra os profissionais em 2017.

Controladores de fluxo
A Secretaria de Saúde afirma que vai contratar profissionais para realizar um controle de fluxo nas três UPAs da cidade a partir desse ano. Em outubro, a secretária Eliana Honain já havia adiantado o assunto após o relato de outra agressão a duas enfermeiras. Na ocasião, elas disseram que trabalham constantemente com medo e com sensação de insegurança.

“Do jeito que está hoje, as pessoas ficam perdidas e não há muita ordenação no fluxo de pacientes e acompanhantes. Esse profissional poderia auxiliar, inclusive, o papel da guarda”, disse Honain.

“Às vezes as pessoas ficam perdidas lá dentro e podem até ficar mais nervosas. Isso impõe um pouco mais de respeito, a gente já viu em outros serviços. É aquele segurança mesmo. Não é todo mundo que entra e sai”.
 

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