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AraraquaraCotidianoCabeleireiro há 42 anos, Mauro "faz a cabeça" de gerações em Araraquara

Cabeleireiro há 42 anos, Mauro “faz a cabeça” de gerações em Araraquara

Dia do Cabeleireiro (19), Mauro Leôncio Rodrigues é referência em cortes unissex e infantil na cidade, confira a sua história
 

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Em uma esquina do Parque Infantil, na Rua Padre Duarte (Rua 4) com a Avenida São Geraldo, um salão de cabeleireiro atrai gerações de araraquarenses. 

Com 42 anos de profissão e uma vida dedicada a cortes de cabelo, o araraquarense Mauro Leôncio Rodrigues, de 60 anos, atende adultos e crianças fazendo o que gosta e o que sabe.

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No dia do cabeleireiro, comemorado nesta quinta-feira, dia 19 de janeiro, a reportagem do acidadeon traz a história do profissional.

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Filho de barbeiro, o cabeleireiro foi se encontrar na profissão após entender que “as pessoas devem fazer o que gostam”.  

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Devido a um trauma de infância sobre a profissão do pai, Mauro bateu cabeça como torneiro mecânico, abandonando tudo após ver um amigo cortando o cabelo. 

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Ali, ele percebeu que cortar cabelo era fácil e tinha habilidades manuais com a tesoura. 

“Eu não me dava oportunidade de cortar cabelo como meu pai, porque tinha um trauma de infância. Na escola quando falava que meu pai era barbeiro, os colegas davam risada e associavam ao bicho barbeiro, isso me traumatizou. Mas quando meu amigo fez um curso e começou a cortar cabelo, prestei atenção e fiz uma descoberta”, recorda. 

DOM REVELADO
Mauro conta que a descoberta se deu quando foi jogar futebol e passou a observar os cabelos dos jogadores.  Um amigo topou cortar com ele, e assim começou a sua trajetória. 

“Na época eu jogava futebol no  Jardim Américo e fui olhando para as cabeças dos jogadores e pensando em cortes. Um amigo fez um teste comigo e deu certo. Até hoje ele vem cortar cabelo aqui. Eu percebi que cortar cabelo é muito fácil, as pessoas me elogiavam e ainda eu ganhava um dinheirinho, me encontrei”, lembra. 

O profissional começou a cortar em casa, mas foi convidado a integrar a equipe do Orlando´s Cabeleireiro. Ali, ele aprendeu praticamente tudo o que sabe. 

“Fiz um curso no Orlando e ele me chamou para trabalhar, foi por Deus que entrei lá. Era um salão chique e antes eu só cortava em casa. Foi no salão que aprendi, e cada um tinha uma especialidade, e fui aprendendo um pouquinho de tudo”, pontua. 

SALÃO FAMILIAR E CRIANÇAS
O cabeleireiro faz somente corte unissex. Tintura, escova e luzes não é com ele. Sua esposa, Odete, também corta. Além de sua esposa, duas filhas de Mauro trabalham no salão, porém como manicures aos finais de semana.   

“Não acho nenhum cabelo difícil de cortar, às vezes acabo perdendo cliente mulher porque não faço tintura, escova, luzes, só corte mesmo”, conta. 

Um público que nunca falta para Mauro é o infantil. No salão, uma cadeira em formato do carrinho do Batman atrai os pequenos. 

Ele conta, inclusive, que deve ser o cabeleireiro que mais aparece em álbum de família na cidade. 

“O que marcou muito a minha carreira foram as crianças. São poucos cabelereiros que estão em vários álbuns de família, mas eu estou. Cortei muito cabelo infantil, duvido que alguém tenha cortado mais cabelo de criança do que eu”, diz. 

Mauro se lembra de um casal que vinha quando criança, e hoje traz o filho pequeno. “Esses dias veio um casal trazer uma criança que o pai e a mãe cortavam no carrinho. E o avô também cortava. Tenho muitos clientes que vem de gerações”, recorda. 

ARTISTA
Além do salão, Mauro toca sax e pinta quadros. Quando não está com clientes, ele está estudando as notas do instrumento na casa ao lado. 

Inclusive, ele lembra que o sax o ajudou muito na época da pandemia e lockdown. Sem ter como trabalhar, ele focou na música para enfrentar o período tenso. 

“Sempre tive facilidade com música, e comecei a tocar sax na pandemia. Isso foi o que me salvou nesse período. Imagina você ficar dentro do salão com as contas vencendo sem cortar cabelo? Eu foquei na música e deslanchei perto dos outros instrumentos que já tentei tocar, fiz até um pequeno curso e ganhei partituras de um amigo”, enfatiza.  

Tanto a facilidade de cortar cabelo quanto de tocar sax veio do pai, o barbeiro Joaquim Leôncio Rodrigues, já falecido. 

“Meu pai era saxofonista, e vendeu o sax para casar e nunca mais tocou. Eu nunca escutei ele tocar, e ele também não me viu trabalhar como cabeleireiro”, lembra. 

Trabalhando de segunda a sábado, das 9h às 19h, Mauro se sente realizado na profissão.

 “Sou muito feliz nessa profissão, nunca ganhei muito dinheiro, mas sou realizado”, conclui.  

 

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