
Guerras, conflitos internos e questões políticas e econômicas obrigaram 100 refugiados a deixarem seus países para reconstruir suas vidas em Araraquara. Imigrantes que partiram do Afeganistão, Bolívia, Peru, Síria e Venezuela em busca de refúgio.
De acordo com a coordenadora de Direitos Humanos da secretaria municipal de Direitos Humanos e Participação Popular, Renata Fattah, a maioria dos refugiados não possui rede de apoio estabelecida, embora seja comum que possuam algum membro da família ou conhecido na cidade.
“Frequentemente, a jornada é solitária ou realizada em pequenos grupos, mas sempre com o objetivo de trazer os familiares que foram deixados para trás”, disse Renata Fattah, coordenadora de Direitos Humanos.
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A primeira edição da Ação Cidadania Imigrante, realizada no início deste mês, cadastrou os imigrantes morando em Araraquara. A iniciativa ocorreu na Congregação da Igreja Batista Eldorado, no Jardim Ieda, com o objetivo de orientar e acolher a população imigrante e refugiada.
“Fico emocionado com essa situação de dor e sofrimento, porque ninguém deixou sua terra ou seus familiares por opção. Essas famílias imigram num processo doloroso, violento, porque não têm como morar na sua pátria”, disse na ocasião o prefeito Edinho Silva (PT).
A partir desses cadastros e, conforme as necessidades de cada um, as famílias poderão ser incluídas em programas sociais, como o aluguel social e o Bolsa Família. Os refugiados também receberam uma cartilha explicativa, com várias orientações sobre encaminhamento de demandas.
Segundo a coordenadora, o idioma é um dos maiores obstáculos enfrentados pelos refugiados, dificultando a integração desses imigrantes no mercado de trabalho.
“Além da ação [Cidadania], em junho promovemos um curso de boas-vindas para os imigrantes, com o objetivo de informá-los sobre os serviços públicos disponíveis em nossa cidade. Estamos trabalhando na regularização dos imigrantes recém-chegados, oferecendo a assistência necessária para que não enfrentem dificuldades, e estamos desenvolvendo um curso de português para imigrantes em parceria com a Secretaria da Educação, a Escola do Governo e a Polem (Português como Língua entre Migrações) da Unesp, com lançamento previsto para agosto”, destacou.
SERVIÇO
O auxílio a imigrantes em Araraquara acontece na coordenadoria de Direitos Humanos, que fica na Rua Voluntários da Pátria, 2438, no Centro. Os telefones de contato são o (16)3332-7253 e o (16)9.9962-1212 (whatshapp).
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