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Estudantes de Araraquara participam de atividades na ONU, nos Estados Unidos

Delegação brasileira tem 16 membros entre professores, estudantes universitários e secundaristas

| ACidadeON/Araraquara

 

Delegação brasileira conta com 16 pessoas entre alunos e estudantes

Começaram hoje, nos Estados Unidos, a maior simulação das atividades da Organização das Nações Unidas ONU, que conta com a participação de uma delegação brasileira, composta por dezesseis integrantes. Seis deles são alunos da Universidade de Araraquara Uniara.

O grupo viajou para Nova Iorque, nos Estados Unidos, na quinta-feira (15) para atuar no National Model United Nations NMUN e no Change the World Model United Nations CWMUN 2018. As atividades se estendem até o dia 24, na sede da ONU.

No NMUN, os participantes defendem interesses e propõem soluções para problemas de países diferentes dos de suas nacionalidades. Já o CWMUN tem foco em energias renováveis e na sustentabilidade. "A delegação está bem estruturada, com integrantes empenhados e empolgados. Acredito que, novamente, eles conseguirão fazer as resoluções nas quais trabalharão", comenta o coordenador do projeto no Brasil e membro da coordenadoria dos cursos de extensão de Direito da universidade, Fernando Rugno.

Bill Clinton

Neste sábado, os brasileiros se juntaram a várias delegações do mundo para acompanhar a palestra de abertura do evento. Eles foram recebidos pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

O 42º mandatário do país mais importante do mundo ministrou uma palestra e deu boas vindas aos convidados. "É um momento histórico e único dessa delegação brasileira. Estamos felizes também que este ano, pela primeira vez, além dos estudantes universitários, conseguimos trazer para esse evento, três alunos do ensino médio", comemorou Rugno.

Bill Clinton, ex-presidente americano, ministrou uma palestra para os presentes

Agenda cheia   

Dentro do cronograma, uma visita da delegação está agendada no Conselho de Segurança no dia 23, com o embaixador do Brasil na missão permanente na ONU, Mauro Vieira. "Os alunos acompanharão uma palestra e receberão orientações sobre a ONU. É um diferencial que conseguimos introduzir na programação e incorporar ao projeto, de modo que todas as delegações agora podem procurar seus países de origem para também receberem essas instruções", ressalta Rugno.

A aluna do quinto ano do curso de Direito da universidade, Mariana Ferreira Rinaldis, participou dos eventos em 2017 e, neste ano, retorna como estafe. "Nessa função, damos suporte ao grupo. Como participei antes, tenho a vantagem de saber como as coisas funcionam, de modo que, se houver dúvidas, vou me recordar de como fiz para pesquisar e sanar o problema. Além disso, poderei passar por todos os comitês para verificar as atividades, e supervisioná-los e orientá-los em caso de necessidade. Tenho livre acesso a todos os comitês", explica a estudante, que pretende se inscrever para tentar uma vaga na mesa que preside o comitê.

Nessa edição, os países defendidos pela delegação serão a Bulgária, a República do Congo e Angola. A aluna do quarto ano de Direito, Lauren Fonseca Assunção Iglesias Fernandes, detalha que o tema da Bulgária é voltado "ao meio ambiente, ao empoderamento dos jovens no assunto e à polícia marinha, além da questão de como solucionar a poluição nas cidades, buscando projetos que funcionem, para serem utilizados pela ONU". "Já em relação ao Congo, o assunto tratado será a energia nuclear, pensando no desenvolvimento dessa área", diz.

Outra integrante é Marcella Galhardo, do segundo ano de Direito, que vai representar a Bulgária na Assembleia Geral 3 GA3, e Angola, no CWMUN, na Assembleia Geral 1 GA1.

Já a estudante do quinto ano de Direito, Daniela Soares Veronese, acredita que "essa experiência vai acrescentar muito nos lados pessoal e profissional". "Será algo diferente para os que ainda não participaram. Estaremos em um órgão internacional para discutir sobre questões mundialmente relevantes. Acredito que isso deve trazer muito reconhecimento no futuro", aponta.

O segundanista de Direito, André Parizi, conta que a preparação começou em 2017. "Estudamos os assuntos de maneira genérica, e depois de definidos os temas, nós nos aprofundamos. A expectativa é grande, já que é um projeto que realmente mexe com nosso íntimo", declara.

Participar do NMUN e do CWMUN permite, segundo ele, que em cada nova leitura e pesquisa, novos assuntos sejam agregados, e outra motivação é que o aluno participará da simulação com seus dois filhos.

"É uma novidade muito boa. Além de estar nos projetos, poder compartilhar a experiência com os filhos é um privilégio muito grande. Isso nos estimula demais", comenta.

Um dos filhos é o aluno do curso de Administração da Uniara, João Parizi. "Fizemos vários treinamentos, e participar em família é ainda melhor, pois facilita a comunicação, já que sabemos como cada um se prepara, de modo que isso permite que aproveitemos melhor essa experiência", diz.
Mais informações sobre o NMUN e o CWMUN podem ser obtidas pelos endereços www.diplomaticibrasil.com.br e www.nmun.org, ou também pelo e-mail diplomatici.brasil@gmail.com.

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