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A incrível banca de Jorge Agustini

Ele transformou uma banca de jornal em uma loja de conveniência para atender o público

| ACidadeON/Araraquara

 
Brinquedos, recarga para celular, coleções, pilhas, relógios, óculos e até plantas. Sabe onde vende tudo isso? Na banca de jornal do Carmo, um dos bairros mais tradicionais de Araraquara. O jornaleiro Jorge Luís Agustini afirma que o setor está em crise - ninguém mais quer saber de comprar revistas e jornais - e, por isso, ele precisou reinventar seu negócio.  

Há mais de 20 anos Agustini é dono de bancas de jornais. Chegou a ter quatro espalhadas em vários bairros da cidade, hoje tem uma. "É preciso uma luta diária para sobreviver. Ter banca foi um bom negócio, hoje, não é mais. Porém, eu luto diariamente para manter a tradição", diz ele.  

O auge do setor, segundo o jornaleiro, foi em 1997, quando ele vendia por domingo, com quatro bancas, cerca de mil exemplares de jornais. "Hoje, para vender essa quantidade é preciso quase seis meses", diz.  

A Revista Veja, uma das mais vendidas do País, Agustini conta que chegou a vender 40 exemplares por domingo, atualmente, vende quatro. "Muitas revistas e jornais, infelizmente, nem circulam mais", lamenta.   

"As pessoas passaram a consumir muita informação na internet e isso acabou com a venda em banca. Poucas pessoas mantêm o prazer de sair e comprar um jornal. Isso é raridade", conta.  

Sumir do mapa?
Para Agustini, as bancas de jornais não devem sumir do mapa, mas para se manter no mercado foi preciso se reinventar e se transformar em uma espécie de loja de conveniência.  

Na banca do Carmo é possível encontrar desde brinquedos até plantas. "As plantas chegaram por acaso. Comprei um vaso para mim e um cliente gostou e pediu para comprar, a partir daí, comecei a vender plantas", conta.  

Títulos de capitalização, coleções de carrinhos, linha para pipa, bijuterias, relógios, entre muitas outras miudezas, também estão na lista de produtos encontrados na banca de Agustini. "Vendo de tudo um pouco".  

Um dos itens mais procurados são as revistas de palavras cruzadas. "Em geral, os clientes são pessoas idosas, que não deixam de lado o hábito de exercitar o cérebro. São clientes fiéis e muito bacanas", brinca.  

E de clientes fiéis, Agustini entende bem. Com todo este tempo trabalhando no mesmo lugar, hoje atende os netos de seus primeiros clientes. "É outra geração. O avô comprava jornal e o neto está atrás de uma figurinha da Copa", exemplifica.  
 
 

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