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No Dia Nacional da Cachaça, conheça a 'branquinha' produzida no Horto de Bueno

Conhecido popularmente pelas coxinhas douradas, distrito de Araraquara ganha destaque também pela produção artesanal da segunda bebida mais consumida no País

| ACidadeON/Araraquara

 

O Distrito de Bueno de Andrada é popularmente conhecido pelas coxinhas douradas, de sabor único e eternizadas pelo escritor Ignácio Loyola Brandão. Mas, o local considerado pela Prefeitura de Araraquara como a Terra da Gastronomia, produz também uma cachaça que vem ganhando destaque nas feiras livres da cidade por suas diferentes harmonizações e sabores. 

A popular água ardente possui mais de 500 anos de história no Brasil e ocupa o posto de segunda bebida alcóolica mais consumida no País, perdendo somente para a cerveja. Pouco a pouco, os produtores foram adotando estratégias para agradar os amantes da bebida. E é justamente o que ocorre no Horto Florestal de Bueno de Andrada, no Assentamento Monte Alegre. 

A cachaça é produzida por Edson José Biagio, que junto com a família oferece uma infinidade de combinações e harmonizações para os consumidores. São cerca de 23 rótulos e sabores oferecidos pela família como, por exemplo, banana, abacaxi, canela, café, rapadura e morango. Mas, para o Seu Edson, como é conhecido, quem aprecia de verdade a cachaça artesanal prefere a envelhecida. 

"O carro chefe é a envelhecida por quatro anos e depois vem sabores como coquinho e banana, que também saem muito. Mas a de café espanta muita gente pela região, pois começamos a fazer e houve uma ótima aceitação, as pessoas se surpreendem. O pessoal adora, tem muita gente que acha a combinação estranha, mas existe e é boa ", conta orgulhoso o produtor. 

Tudo começou com o pai de Edson, que era um amante da branquinha. "Ele gostava muito da artesanal, então tinha uma cidade vizinha que fabricava, eu fui um dia com ele e me interessei. Sempre tive vontade de produzir, desde criança", explicou.
Passados cerca de 30 anos, em 2009, os primeiros passos para produção de cachaça foram dados. Atualmente, a propriedade da família possui a plantação de cana e milho usados para a preparação e envolve desde a esposa ao neto, de nove anos. Até o genro de Edson entrou no ramo de produção de cachaça para ajudar o sogro. 

Após se especializar em curso na Universidade Estadual Paulista (Unesp), Edson aumentou a produção e comercializa seus produtos em diferentes pontos de Araraquara e região. Um dia da semana está em Matão, dois dias em Araraquara e nos demais, vende os produtos em Bueno de Andrada mesmo. O preço varia de R$ 10 a R$ 25 e é recomendado pelo produtor.
"Se souber beber com moderação a cachaça faz bem. Tudo tem que ser controlado, não pode ser exagerado porque amarra fogo da mesma forma", sacramenta de forma humorada Seu Edson. 


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