Aguarde...

ACidadeON Araraquara

Araraquara
mín. 20ºC máx. 36ºC

cotidiano

Manifesto leva cerca de 60 pessoas para Praça no Dia da Consciência Negra

Teve um bate-papo sobre racismo, preconceito e resistência em Araraquara

| ACidadeON/Araraquara

Dia da Consciência Negra em Araraquara
Mais de 60 pessoas participaram da Marcha da Consciência Negra, realizada na manhã desta terça-feira (20), no Centro de Araraquara. O evento contou com pessoas de todas as cores, classes e religião que apoiavam uma única ideia: a conscientização humana.  

"Estava no ônibus e fui questionada sobre o Dia da Consciência Negra. Um grupo estava rindo sobre este dia e eu respondi que o que precisa é de consciência humana", disse uma senhora, que participava de uma roda de conversa, na Praça Pedro de Toledo, palco de diversas manifestações.  

"Não é simples falar de consciência negra em um País com tantos casos de racismo e que há um empasse entre as próprias pessoas negras, porque elas não reconhecem. Neste dia trazemos referências religiosas e culturais e várias outras temáticas como da mulher, do LGBT, para a discussão. Queremos que o negro esteja na pauta", explica Luiz Fernando Costa de Andrade, coordenador executivo de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.  
 
 
Durante o bate papo, na manhã desta terça-feira, representantes do COMCEDIR (Conselho Municipal de Combate à Discriminação e ao Racismo) e do Legislativo, além de representantes da comunidade negra de Araraquara, falaram sobre o significado deste 20 de novembro, o preconceito e as lutas que são travadas diariamente.  

Mercado de trabalho
Uma das dificuldades do negro é a inserção no mercado de trabalho. Para Andrade, esta questão é estrutural, já que a maior parte dos empregos demanda uma formação técnica e escolar, que hoje é deficitária entre os jovens que vivem na periferia. "Esse jovem chega com dificuldade de conseguir o emprego e isso parece agradável para o sistema, que discute a maioridade penal e o encarceramento de jovens, mas não faz um trabalho amplo de fortalecimento. Se não houver uma mudança desse sistema, já estará desenhado que esse jovem é um indesejado para o mercado de trabalho. O problema é que quando você limita essa entrada, você mantém várias famílias na marginalidade", afirma.  

No município
Atualmente, para apoiar a comunidade negra e fortalecer o combate ao racismo, Araraquara conta com uma pasta executiva, um Centro de Referência Afro e um Conselho Municipal. Para Luiza Fernando, é importante que os dispositivos cheguem mais perto das pessoas. "Aproveitar atividades como as deste dia 20 para mostrar que estes espaços existem e podem ser espaços de trocas, escutas e participações", finaliza.