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Araraquara registra 100 casos de picadas de escorpião com infestação de 2018

Na região número de picadas cresceu 52% em relação ao ano anterior

| ACidadeON/Araraquara

Escorpião
Araraquara fechou o ano de 2018 com cem casos registrados de picada de escorpião. Em toda a região foram 228 casos, 52% a mais que os 150 casos registrados no ano anterior, segundo dados do Centro de Tratamento Regional de Acidentes por Animais Peçonhentos (Centrap), localizado no município.

Além de Araraquara, municípios como Boa Esperança do Sul com 48, Rincão com 23 e Trabiju com 22, também tiveram um número elevado de registros.  

 De acordo com o biólogo Israel Aparecido Joaquim, o clima quente e úmido de Araraquara é um dos responsáveis pela alta incidência de picadas na cidade. "Isso porque o verão faz com que o animal saia do esconderijo para buscar sua principal fonte de alimento, as baratas, que ficam mais ativas neste período do ano", explica Israel.  

Perigo
Em 2018 vários casos chamaram a atenção dos moradores, o mais recente aconteceu em novembro, quando uma garota de 10 anos foi picada dentro da sala de aula da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Professor José Roberto de Pádua Camargo, no bairro Dom Pedro. 

Já no final de 2017, a creche Cyro Guedes Ramos, no Jardim Santa Angelina, precisou ser interditada, depois de infestação de escorpião. Cerca de 300 alunos foram transferidos da unidade. 

Medo
A moradora Celia Lucia Morais, do bairro Santa Julia, viu o perigo de perto e ficou com medo de entrar para a estatística. "Eu estava limpando minha casa e ao arrastar o sofá, me deparei com um grande escorpião. Entrei em desespero e foi então que me orientaram de como deveria proceder. Meu marido chegou em casa, colocou ele no vidro e levou para o Centro de Zoonoses", conta.  

Orientação
Israel explica que em caso de picada, a pessoa não deve cortar, amarrar ou fazer garrote no local. "A pessoa dever ser conduzida o mais rápido possível para uma unidade que atenda acidentes com animais peçonhentos. Em Araraquara a unidade está localizada na UPA da Vila Xavier", explica. Ainda de acordo com o responsável pelo Centrap, se possível, a pessoa deve levar o animal para identificar a classificação e dar o tratamento adequado.  

Cuidados
É necessário manter o quintal e terrenos sempre limpos e carpidos, para não acumular entulho ou lixo. Na residência, a pessoa deve tomar determinados cuidados, como manter o ralo sempre tampado, colocar redinha na janela e na vazão do muro, além de manter a porta vedada.  

Em caso de captura de escorpião, a pessoa deve levar até a Fauna Sinantrópica, localizada no Centro de Zoonoses, no Parque do Pinheirinho. O animal é enviado ao Butantã, onde é extraído o veneno para a fabricação do soro antiescorpiônico.
O local também conta com a opção de ligar para a no telefone 3331-3820 e pedir para recolher o animal capturado.  

A equipe vai até o endereço indicado, faz a vistoria, bem como a orientação ao morador. O horário de atendimento é das 7h às 15h, de segunda à sexta-feira.

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