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Comércio 'encara' altas taxas do vale alimentação para não perder cliente

Benefícios de vale-refeição e alimentação são vantagens que o empregador fornece a seus funcionários

| ACidadeON/Araraquara

Taxa de juros de vale alimentação e refeição são altos (Foto: Amanda Rocha - A Cidade ON)
Os vouchers, como são conhecidos os benefícios de vale-refeição e alimentação, são vantagens que o empregador fornece a seus funcionários para que eles possam se alimentar durante o período de trabalho. Essa opção engloba restaurantes, lanchonetes e quaisquer outros estabelecimento que cumpra com o propósito de fornecer alimentos prontos para consumo. 

A adoção do cartão gera uma série de benefícios tanto para a empresa como para o colaborador. Mas, para o comércio - que precisa disponibilizar meios de pagamentos para atender os diferentes clientes-, isso é vantajoso? De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio), Antonio Deliza Neto, o benefício que traz vantagens para um lado, onera o outro, que é o comerciante, pois paga altas taxas de impostos.  

"É um diferencial em que a gente se vê obrigado a receber este tipo de modalidade de pagamento, tendo em vista o grande número de empresas que possuem este vale que vem na folha de pagamento como um acréscimo ao trabalhador, mas que está onerando enormemente as empresas, principalmente os pequenos empresários", afirma. 

Deliza dá exemplo de empresa de porte grande que oferece o beneficio para seus funcionários e fala o porquê da alta taxa de imposto repassado ao comerciante. 

"O exemplo clássico é o vale alimentação dos trabalhadores da Prefeitura onde a taxa é de 6% de administração com 38 dias para se receber. Além disso, cobra-se até o DOC, que é a transferência eletrônica para a conta da empresa e isso eleva ainda mais a taxa", explica. 

O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Região de Araraquara, o Sinhores, presidindo por José Carlos Cardozo, também discute a questão. Ele explica que as taxas são abusivas e o pagamento quase inviabiliza a condição do serviço oferecido. 

"As taxas permanecem de acordo com o período em que tínhamos uma inflação abusiva. Elas continuam sendo altas, além do prazo para pagamento. Hoje é quase inviável um estabelecimento trabalhar para vender uma mercadoria do nosso estoque e passar um cartão onde você recebe depois de 30 a 40 dias", afirma. 

Cardozo explica que o Sinhores, chegou a convocar os donos de bares e restaurantes para negociar e criar uma proposta junto com as empresas de cartões. Entretanto, as agências dos vouchers optam por acordos individuais.  

"Às vezes a gente convoca os estabelecimentos e os cartões atravessam a nossa convocação e vão a cada uma das empresas que dão um retorno maior para eles e fazem uma negociação diferenciada. Então hoje os cartões pecam e fazem uma diferença entre um estabelecimento e outro e isso é injusto, pois se é possível para um, devia estender para todos, tanto ao pequeno, quanto ao grande", defende.  

Mesmo com as altas taxas de juros a comerciante Luciana Cristina Trivisoli Ramires atende os clientes com volcher alimentação. Para ela, uma negativa, pode trazer prejuízos ao seu restaurante. 

"Acho que a taxa deles deviam ser como a do cartão de crédito e do débito. Eu tenho voucher que demora 40 a 45 dias para receber. Para nós compensa porque meus concorrentes aceitam e se eu deixar de aceitar a pessoa vai deixar de vir aqui para ir no do vizinho. Então tenho que acabar aceitando para não perder clientes", finaliza.

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