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Araraquara pode ter mais de 15 mil casos de dengue

Estimativa é do médico Walter Figueiredo e está baseado nos casos que ainda devem ser contabilizados e na quantidade de doentes que não procuram o sistema de saúde

| ACidadeON/Araraquara -

Pacientes com sintomas de dengue devem procurar o serviço de saúde (Foto: ACidadeON)
Araraquara pode ter mais de 15 mil casos de dengue. A informação é do médico Walter Figueiredo, diretor do Serviço Especial de Saúde de Araraquara (Sesa), órgão vinculado ao Estado que tem a responsabilidade de notificar os casos desta doença.  

"Temos muito mais casos do que está notificado porque ainda tem muitas informações para entrar no sistema, além disso, muitas pessoas doentes não procuram nenhum serviço de saúde. Tem estudos que para cada caso registrado tem de três a quatro casos que não procuraram serviço nenhum ou ainda que tiveram infecção assintomática", explica ele.  

Atualmente, Araraquara tem 4.771 casos de dengue registrados oficialmente pelos órgãos de saúde. Levando em conta que para cada pessoa doente, outras três não passam pelo serviço de saúde, o município pode ter mais de 15 mil pessoas com dengue.  

"Não tenha dúvidas que os números são maiores do que os registrados. Tem muita gente doente e ainda tem muitas notificações para serem realizadas", afirma o médico.  

"Os casos notificados atualmente são de pessoas que procuraram o serviço de saúde, seja público ou particular. Não há necessidade de um exame especifico, mas sim uma identificação de um médico", reforça ele.  

Figueiredo diz ainda que há casos de dengue subnotificados, como por exemplo, pessoas que procuram serviço de saúde particular e não são notificados para os órgãos competentes.  

"Sempre reforçamos que todos os casos precisam ser notificados, mas algumas vezes isso não é feito, sendo assim, normalmente o número de casos registrados no sistema é muito menor do que a realidade", diz.  

Araraquara é a segunda cidade com o maior número de casos de dengue no Estado de São Paulo, com um total de 4.771 confirmações e cinco mortes registradas. Até o momento, pelo menos 4,5 mil notificações estão em análise nos serviços de saúde. A cidade com mais casos de dengue no Estado é Bauru com 7.502 confirmações da doença.  

O que fazer
O médico responsável pelo Sesa é enfático ao dizer que as pessoas com sintomas de dengue precisam procurar os serviços de saúde. Primeiro para ser orientada em relação à hidratação e para serem acompanhadas por um médico e em segundo lugar, para que está pessoa entre na estatística.  

O tipo de dengue que está circulando em Araraquara é a tipo 2. Os principais sintomas são febre alta com início súbito, dor de cabeça. Dor atrás dos olhos, manchas pelo corpo e extremo cansaço.  

Veja onde ajuda médica pode ser encontrada
- Dengário1: Centro de Eventos de Araraquara e Região (Cear) atende todos os dias, inclusive aos fins de semana, das 7h às 17h.  

- Dengário2: Rua Voluntários da Pátria (Rua Cinco), nº 2.310, no Centro, das 7h às 20h. (não tem pediatra)

- Estão funcionando em horário ampliado os postos de saúde dos bairros Jardim Paulistano, América, Iguatemi e Selmi Dei I, que atendem de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h, e aos sábados, das 13h às 19h.  

- Também estão atendendo casos de dengue as Unidade de Pronto Atendimento (UPAs) que ficam nos bairros Valle Verde, Vila Xavier e na Via Expressa.    

Ações 
Para tentar conter o avanço da doença, a Prefeitura de Araraquara tem feito diversas ações, como espalhar veneno "fumacê" nos bairros mais contaminados, larvicidas em locais com larvas e ainda limpando locais públicos e particulares que podem ser criadouros para o mosquito que além de dengue transmite zika e chikungunya.  

Entre os locais que a Prefeitura já visitou estão os prédios do antigo Tropical Shopping e também o Clube 22 de Agosto, ambos motivos de muitas reclamações por parte da vizinhança.   

Teve ainda um ferro velho sem alvará de funcionamento que foi fechado na Zona Sul e casas de acumuladores que foram limpas na Zona Leste.
 

  

 
 
Colaboração
A Prefeitura destaca que pelo menos 80% dos criadouros estão dentro das residências, por isso, a colaboração da população no recebimento dos agentes de saúde é fundamental. As equipes de vetores estão devidamente uniformizadas e com crachá de identificação.

Denúncias de imóveis abandonados também podem ser realizadas pelo telefone da Ouvidoria da Vigilância Epidemiológica pelo 0800-7740440, ou através do Whatsapp da Prefeitura (16) 99760-1190. Moradores que não permanecem em casa para receber as equipes podem agendar uma visita pelo telefone da ouvidoria.
 


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