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Araraquarenses vão às ruas contra bloqueio de verbas na educação

Estimativa da Guarda Municipal é de que 5 mil pessoas ocuparam a Praça Santa Cruz, no Centro, na tarde desta quarta-feira (15)

| ACidadeON/Araraquara

 

ATUALIZADA ÀS 19h13 

Estudantes, professores e trabalhadores ocuparam, nesta quarta-feira (15), a Praça Santa Cruz, no Centro de Araraquara, contra o bloqueio de verbas na educação, promovidos pelo Governo Federal. Segundo estimativa da Guarda Municipal, 5 mil pessoas participaram do ato público que percorreu as ruas da cidade.  Já um dos líderes do movimento fala em 6 mil.

Assim como acontece em diferentes cidades brasileiras, eles reivindicam que o Governo suspenda o contingenciamento no orçamento da educação, uma vez que na análise dos manifestantes, eles afetarão a infraestrutura das universidades, bem como os projetos de ensino, pesquisa e extensão dessas instituições.  

"Eu acredito que esse ato ajuda a mudar, porque ontem mesmo houve boatos que eles irão recuar quanto aos cortes. Esse ato mobilizou todos os estudantes e por isso vamos continuar nos manifestando contra a Reforma da Previdência", explica o estudante de Ciências Sociais Gabriel Cintra dos Santos, de 20 anos.     
 

Araraquarenses vão as ruas contra o bloqueio de verbas na educação. (Foto: Amanda Rocha/ACidade ON)

Para a professora Juliana Oliveira Leitão, de 34 anos, a mobilização nacional é histórica. Segundo ela, o que acontece hoje no Brasil é um ataque direto a educação pública e de qualidade. Ela acredita que os ataques começaram com os professores, que estariam sendo desmoralizados há muito tempo. 

"O nosso trabalho foi desmoralizado por vários governos, não só por esse, mas esse governo aprofundou o ataque direto aos professores e isso simboliza um ataque a uma educação pública de qualidade. Eu acredito que daqui devem sair medidas que impulsionem o movimento para a construção da greve do dia 14 de junho, em defesa da educação. O ato não encerra aqui, pois tem o início de um diálogo que vai ser encaminhado para todos os espaços escolares, com todos os posicionamentos políticos que venham a se enfrentar".  

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A dona de casa Lindamar Barbosa levou os filhos de 11 e 6 anos. "Eu apoio pelo futuro deles, pela educação dos meus filhos. Eu tenho que lutar pelo futuro deles e eles estão participando porque eles sabem o quanto isso é importante para a vida de todo mundo".

Este é o segundo ato que acontece na cidade de Araraquara nesta quarta-feira. Pela manhã, estudantes das três unidades da Universidade Estadual Paulista (UNESP) fizeram uma paralisação em frente à Faculdade de Ciências e Letras, no Campus Ville. A Polícia Militar estimou que 200 jovens participaram das atividades em frente a UNESP, de uma roda de conversa e um almoço coletivo.   

VEJA FOTOS DA PARALISAÇÃO QUE OCORREU NA UNESP HOJE DE MANHÃ: 


Entenda o bloqueio no orçamento
O bloqueio no orçamento proposto pelo Governo do Presidente Jair Bolsonaro (PSL) é de 24,84% das chamadas verbas discricionárias, ou seja, contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas, por exemplo. No total, considerando todas as universidades, o corte é de um R$ 1,704 bilhões em 2019. As verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades.  

Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que correspondem aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões. Esses recursos, segundo o Governo, não serão atingidos pelos cortes. Essa não é a primeira vez que verbas do ensino superior são contingenciadas, mas segundo a Associação dos Reitores das Universidades Federais, neste ano é o maior registrado desde 2014. Procurados, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Economia não informaram o valor dos contingenciamentos anteriores.

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