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Protetores resgatam cerca de dez animais por dia em Araraquara

Trabalho desenvolvido por protetores, com parceiras, ajuda a salvar cães e gatos em situação de abandono

| ACidadeON/Araraquara



Sábado tem feirinha de adoção de animais no Parque Infantil
A cada três horas, ao menos um animal é resgatado das ruas de Araraquara por protetores. Um trabalho árduo, diário e voluntário. O número é apenas uma estimativa, mas revela um sério problema, segundo a presidente da ONG S.O.S melhor amigo, Betty Peixoto. 

"Por meio do trabalho das ONGs de conscientização e de disponibilização de castração gratuita, a gente verifica que o número de cadelas prenhas diminuiu muito nos últimos anos, porém, tem um aumento massivo de animais adultos que são largados nas ruas por seus tutores, por diversos motivos banais", explica Betty.   

Betty Peixoto (Ely Venâncio/Reprodução/EPTV)
Cães e gatos são mais comuns, mas animais de grande porte também são frequentemente abandonados. Segundo Renan de Ponte, presidente do Grupo Independente de Proteção Animal e ao Meio Ambiente de Araraquara, o Gipama, ao menos duas vezes na semana há demandas de resgate pra este tipo de animal. 

"A gente presta um primeiro socorro, providencia um lar temporário para o animal até que ele possa encontrar um lar fixo. E o Gipama recebe denúncia de animais soltos, maltratados ou que venha sendo prejudicado por seus donos".    

Prefeitura
Além dos protetores, a Prefeitura de Araraquara também faz o recolhimento desses animais. Devido a 'lotação' no canil, - cerca de 220 -, o município precisou adotar um protocolo para o resgate de animais. Eles são retirados das ruas, vítimas de algum tipo de violência, como explica a gestora de projetos do centro de zoonose, Luciana Filippo Garcia. 
"Devido a esse número absurdo, é preciso seguir um protocolo. É preciso que ele tenha sido atropelado e que não tenha tutor para que ele seja recolhidos, pois eles passam por tratamento e, quando ficam bons, eles serão castrados, chipados e vão para adoção", explica Luciana.  

É lei
A advogada Carolina de Mattos Galvão, presidente da Comissão de Proteção Animal da OAB, explica que este trabalho desenvolvido pelo município é mais específico e não é o mesmo realizado pelos protetores. 

"Temos que levar em consideração que os animais resgatados pela prefeitura são aqueles que cumprem com os requisitos do protocolo da lei 827/2012. São animais em situação de risco e mais doentes, ninhadas, prenhas, idosas, bravas ou doenças altamente contagiosas", conta a advogada. Ainda de acordo com ela, a responsabilidade pelo abandono é da população. "Existe uma lei que prevê a chipagem de todos os animais da cidade. Se tivesse uma fiscalização e respeito a essa legislação, o número de animais abandonados em Araraquara seria muito inferior", acredita.

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