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Defesa pedirá a revogação da prisão de mãe e filha acusadas de matar PM

Entendimento é que não existiria motivos para mantê-las atrás das grades

| ACidadeON/Araraquara

 

Larissa, a mãe Jaciane com o policial Matias em uma foto postada em janeiro na rede social da jovem (Rede Social)

Apontada como a principal articuladora envolvendo a execução do policial militar, cabo Elias Matias Ribeiro, de 49 anos, no crime que chocou Araraquara nesta semana, Jaciane Maria, 40, pode acabar em liberdade antes mesmo de sentar no banco dos réus. Essa, ao menos, é a estratégia da defesa dela e da filha mais velha, Larissa Marques, 22, que confessaram envolvimento no assassinato finalizado pelo tio delas, Genivaldo Silva, 54.   

 
O advogado delas, Ariovaldo Moreira, informou ao ACidadeON que pedirá nesta segunda-feira a revogação da prisão temporária expedida esta semana pela Justiça com prazo de 30 dias. Até o momento, a Polícia Civil e o Ministério Público não pediram a prisão preventiva que poderia mantê-las por tempo indeterminado. Na visão da defesa, a prisão temporária busca esclarecer o que houve, além de saber exatamente como tudo aconteceu e, para Moreira, isso já foi feito.  
 

"O tio delas assumiu a autoria do homicídio e eu já não vejo mais motivos para a prisão temporária. Foram esclarecidos os modos como aconteceram esse crime. Além disso, elas são primárias, não têm antecedentes, tiveram bom comportamento e contribuíram com as investigações. Por conta disso, entrarei com pedido de revogação da prisão temporária para que possam responder esse processo em liberdade", afirma o advogado.  
 
A defesa vai tentar apresentar uma versão bem diferente do que fora mostrado até agora. Para Ariovaldo, apesar das provas e depoimentos colhidos durante a reconstituição na sexta-feira, ambas negam a participação na empreitada delituosa e afirmam que não tinham conhecimento do que ia ocorrer. A defesa deve sustentar a linha do susto já descrito por Larissa durante a simulação com a polícia e perícia. 

O que a defesa precisará provar é porque Jaciane tirou a arma do quarto e qual seria a ideia em chamar o tio com a marreta. "Elas não imaginavam que teria esse desfecho e se pudessem voltar ao tempo, elas tomariam outra linha para resolver a questão familiar", diz Ariovaldo Moreira. A linha de defesa promete esquentar os bastidores da investigação, haja vista que o tio, Genivaldo, foi incisivo em dizer que Jaciane o chamou, sim, para matar o cabo Matias.   

 
Segundo a versão do tio, Jaciane teria dito: "bate para matar; bate com força." Ele a obedeceu dando inicialmente três marretadas. Ainda, de acordo com Genivaldo, o Cabo Matias não morreu imediatamente, por isso, Jaciane teria mandado ele voltar e dar mais dois golpes. Morto, o pm foi embrulhado na roupa de cama e levado para o carro. Eles ainda voltaram para transportar o colchão ensanguentado.  
 
Veja como foi a reconstituição 

O trio pegou um recipiente plástico com álcool para atear fogo. Com o policial morto no banco traseiro do carro dele, a Tucson, Jaciane dirigiu sozinha. A filha dela, Larissa, acompanhou com o carro dela, e com o tio no banco do passageiro, que levava em uma sacola o álcool e os fósforos. Foi ele quem incendiou o veículo. A família se separou: Genivaldo voltou para casa, Larissa e Jaciane foram até a casa para limpara cena do crime.  

 
De acordo com a reconstituição, a mãe lavou e pintou as paredes sujas de sangue enquanto Larissa ficou na sala. O irmão dela, de apenas 12 anos, dormia no quarto ao lado de toda essa violência e não acordou. Até este sábado, mãe e filha seguiam presas na cadeia de São Carlos. Já Genivaldo segue na cadeia de Santa Ernestina. O Cabo Matias foi enterrado hoje. 

"Para elas, o policial era uma pessoa da família e iria auxiliar a resolver um conflito familiar. O que foi dito é que a filha mais nova estaria dando algum tipo de trabalho e a mãe pediu ajuda para o namorado. Ela, então, se sentiu traída, não em questão de ciúmes da filha, mas queria tomar uma providência, pois ele estava se aproveitando da oportunidade de ficar próximo da mãe para ter esse relacionamento com a filha", defende o advogado.  



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