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48% de todo material recolhido pela Acácia não são reaproveitados

São materiais colocados nas ruas por moradores e que não tem comércio, como roupas, calçados, papel, entre outros

| ACidadeON/Araraquara

Cooperativa Acácia realiza trabalho de coleta seletiva do lixo (Foto: Milton Filho)
Números divulgados pela Gerência de Resíduos Sólidos do DAAE mostram que 48% de todo material recolhido pela Acácia, todos os meses, não são reaproveitados. Este percentual corresponde a 240 toneladas, de um total de 500, que chegam até a cooperativa.  

São materiais colocados nas ruas por moradores e que não tem comércio, como roupas, calçados, papel, entre outros. Porém, como a triagem só é feita na cooperativa, não é possível identificar este tipo de material anteriormente.  

Segundo Agamenon Brunetti Junior, Gerente de Resíduos Sólidos do DAAE, alguns fatores contribuem para essa situação, como a falta de informação. "É uma questão de educação ambiental, que começa na residência, já que a separação primária é feita lá; depois aqui, que eles fazem a separação por tipo de material", explica.
Araraquara produz cerca de 5 mil toneladas de lixo domiciliar por mês, e 10% desta quantia chegam até a cooperativa Acácia; no mundo ideal, este percentual poderia chegar a 30%. 

Atualmente, o DAAE investe 230 mil reais por mês na manutenção de atividades, que envolvem resíduos sólidos. De tudo que chega, o papelão corresponde a maior parte, com são 43%, seguidos pelo vidro (26,35%), e o plástico (16,72%). As latinhas de alumínio são o sexto material mais recolhido, com 0,33%. 
 
Acácia possui atualmente 200 cooperados (Foto: Arquivo ACidadeOn/Araraquara)

Ainda, segundo a Gerência de Resíduos Sólidos do DAAE, bairros da região central da cidade são os que mais reciclam - 24%.  

A dona de casa Itália Vilma Bonê, de 78 anos, mora em frente ao Parque Infantil, e conta que sempre teve este hábito. "É uma preocupação com o meio ambiente, não tanto para minha geração, mas para as gerações que estão chegando agora", fala.  

Já a região das chácaras e condomínios, têm a menor participação, com 6,76%. 

A dentista Fabíola Ferreira, que mora numa chácara do Jardim Zavanella, conta que sempre teve esta preocupação. Porém, ela explica que deixou de separar o material reciclável desde que as cooperadas da Acácia deixaram de passar pelo bairro.  

"Eu parei de fazer porque acabava amontoando em frente do portão. O lixeiro também acabava não levando, ai foi acumulando, acumulando, e eu parei de separar porque não dava para ficar levando nos bolsões", justifica.

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