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Daae pede crédito de R$ 592 mil para reformar Parque do Basalto

Parque do Basalto conta com mais de 150 espécies de animais e 350 tipos de plantas

| ACidadeON/Araraquara

 
Distante da correria do dia-a-dia e da velha paisagem urbana, o Parque do Basalto, que fica no Parque São Paulo, em Araraquara, traz o silêncio e a beleza indiscutível do verde, disposta em uma área de quase 80 mil metros quadrados de preservação permanente.  

O local tem 200 espécies de árvores nativas, como o Pau-Brasil e o Palmito Jussara, quase em extinção devido a exploração do palmito, existente na região da Mata Atlântica.  

"Em 1997, a Uniara [Universidade de Araraquara] assumiu o local e fez uma revitalização, tornando a antiga pedreira do município em um Jardim Botânico, com mais de 150 espécies exóticas. Entre essa vegetação, espécies muito únicas de árvores estão a icônica palmeira Talipot, que é vista bem na entrada do Parque. Ela demora quarenta anos para florir e logo depois ela morre", ressalta João Henrique Barbosa, coordenador de gestão da fauna Daae. 

Barbosa lembra ainda que equipes fazem monitoramento e identificação dos animais que vivem naquela região. No total, foram catalogadas 30 espécies de mamíferos, 15 de répteis e anfíbios, além de 110 tipos de aves quase a metade das 280 espécies encontradas em todo o município.  

"O interessante do Parque é que ele tem uma área alagada e, por conta disso, temos espécies exclusivas das florestas e aqueles que são encontradas apenas em regiões alagadas", ressalta João.   

 

 

Parque do Basalto ficou fechado e passou por vandalismo (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)

Fechado 
O Parque do Basalto fica em uma antiga pedreira de extração de Basalto. O local foi desativado na década de 60, quando a cidade cresceu e já não era mais possível explorar o local. O Basalto tornou-se ponto turístico em 1997, quando a Uniara assinou a concessão de 20 anos junto a Prefeitura e revitalizou o local.  

"Com o fim do contrato, no final de 2017, o local começou a ficar abandonado até que foi fechado em 2018, quando sofreu atos de vandalismo. Desde o ano passado, o Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) assumiu o local e realiza a limpeza e a manutenção do Parque. Entretanto, o parque deve permanecer fechado até passar por uma grande reforma, que garanta a segurança dos visitantes", conta o coordenador.  

O responsável explica que a reforma deve durar cerca de seis meses, a partir da aprovação do projeto, e o Parque só deve ser reaberto no próximo ano. Entre as melhorias necessárias está a reforma da ponte, das escadarias e do quiosque, além da construção de um Centro de Educação Ambiental. 

Para realizar a reforma, o Daae tem solicitado um pedido de crédito no valor de R$ 592 mil, que será votado na sessão desta terça-feira (13), na Câmara de Araraquara.

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