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ONG Bebê a bordo completa 11 anos de trabalhos com as gestantes

Nestes anos foram atendidas cerca de mil grávidas em busca de informação e acolhimento

| ACidadeON/Araraquara

ONG bebê a bordo completa 11 anos de trabalhos com as gestantes (Foto: Amanda Rocha)
A ONG Bebê a bordo completa 11 anos de fundação no mês em que se comemora o Dia da gestante,  celebrado nesta quinta-feira (15). Fundada por Michele Assalve em 19 de agosto de 2008, a ONG tem o objetivo de criar um espaço para que as gestantes possam trocar informações e receber orientações.

Michele ficou grávida ainda na adolescência, tinha muitas dúvidas e poucas respostas. A jovem tinha apoio da família, mas sentiu a necessidade de criar um espaço para que os questionamentos das futuras mães fossem esclarecidos.

Michele não mora mais em Araraquara, mas a ONG segue com seus trabalhos. As reuniões são realizadas duas sextas por mês e conta com 15 gestantes, além de outras dez mulheres que já tiveram seus bebês, mas que seguem participando.

A presidente da ONG hoje é a Cristiane Raquieli, que é doula (que orienta, acompanha e assiste outra mulher durante a gestação, parto e nos primeiros cuidados) e explica que tinha um trabalho paralelo, mas que esse ano foi possível juntar os dois projetos.  

 
"Eu e a ONG caminhávamos paralelos. Eu tinha um trabalho de grupo de gestantes e o Bebê a bordo fazia um trabalho de acolhimento das gestantes. Esse namoro ocorreu por quase 11 anos e neste ano nós efetivamente consolidamos e transformamos a ONG em uma só. Nesses anos eu percebo a mudanças nas mulheres, percebo que elas estão mais bem informadas. Aqui elas completam as informações e se fortalece para o processo de nascimento e cuidado", explica Cristiane.

O Bebê a bordo realiza palestras informativas sobre diversos temas ligados ao bem estar da mulher durante a gravidez, mas é tudo feito através de em um bate papo para mães se sentirem a vontade para tiras as dúvidas e trocar experiências. "Desde aspectos emocionais, tanto da gestação como do recém-nascido, os aspectos fisiológicos do nascimento, como ele acontece, quais são os sinais que antecedem o trabalho de parto, como lidar com a dor. Também abordamos a amamentação e vacinas", destaca. 
 
Assuntos delicados são tratados durante as reuniões, exemplo são os casos de violência obstétrica. "A violência é muito mascarada, se você conversar com uma mulher, às vezes você pontua o que é violência e ela não sabia que tinha vivenciado isso. Quanta violência enrustida está por ai, na fala, no discurso, em um dizer que a mulher é gorda e não pode parir. São coisas sutis assim que vão minando a autoestima dessa mulher".

ONG bebê a bordo completa 11 anos de trabalhos com as gestantes (Foto: Amanda Rocha)
Ao todo, 20 voluntárias e voluntários realizam palestras e orientam as mulheres, além das mães e outras voluntárias que ajudam na manutenção da sede. A ONG sobrevive de doações ou pela venda de rifas, já que além da manutenção do projeto, o prédio que abrida a sede é alugado.

A jovem Naiara Fernandes buscou ajuda da ONG durante a sua segunda gravidez, depois que perdeu seu primeiro bebê. As gestações de Maria Eduarda de 9 anos, da Yasmim de 6 anos e do Heitor de 1 ano e 7 meses foram com o respaldo da ONG. "Estava com muitas dúvidas, até por conta da perda do meu filho, mas a ONG nos ajudou bastante. Eu sempre pensava que a morte do meu filho era culpa minha. A ONG me ajudou nessa parte, me dando as informações necessárias. Informações que pedia ao médico e ele nunca dava". Naiara achou o trabalho tão importante que se tornou voluntária e ajudando outras mães.

A ONG Bebê a bordo fica na Rua Dr. José de Freitas Madeira, 490, Selmi Dei e o telefone é o 3357 0800. Outras informações estão disponíveis na página - facebook.com/ongbebeabordo

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