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Conheça três personalidades que ajudaram a contar a história de Araraquara

Este é o quinto episódio de um especial com 22 pessoas que ajudaram a contar nossa história

| ACidadeON/Araraquara

 
O aniversário de Araraquara é sempre uma data importante, que nos faz voltar no tempo e lembrar as histórias da cidade.

Em comemoração aos 202 anos de Araraquara, o portal ACidadeOn/Araraquara e a rádio CBN levantaram 22 nomes que ajudam a contar a história de nossa cidade. Será um especial nesta semana festiva. Todos os dias terão alguns personagens. (Confira o episódio um no podcast acima)

Neste último episódio apresentamos personalidades da saúde, literatura e esporte que fazem parte da nossa história.

Você pode ver toda a série clicando nos links abaixo:
Dia1-Conheça quatro personagens que ajudaram a contar a história de Araraquara 

Dia2-Conheça quatro personagens que ajudaram a construir uma Nova Araraquara 

Dia3-Conheça sete prefeitos que ajudaram a contar a história de Araraquara 

Dia4-Conheça três empreendedores que ajudaram a construir Araraquara

Clara Pechmann Mendonça (Foto: Arquivo/ON)
20 - Clara Pechmann
Clara Pechmann Mendonça nasceu em São José do Rio Preto e veio para Araraquara como professora de microbiologia da Faculdade de Farmácia na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Sempre lutou para que a faculdade tivesse seu próprio laboratório de análises clinicas, para que como ela dizia, pudesse colaborar com a classe médica.

Sempre compromissada com a saúde da população dizia que tinha a missão de não deixar as pessoas ficarem doentes. Lutou bravamente como a fundadora do Grupo de Apoio e Solidariedade aos Portadores do Vírus HIV de Araraquara (Gaspa).

Muito a frente de seu tempo, não ligou para pudores e preconceitos e teve a coragem de ir até a televisão mostrar como se usava a camisinha masculina, pois ela dizia que para muitos, carregar a camisinha no bolso já era suficiente. Quando surgiu a camisinha feminina fez a mesma coisa didática.

Fez parte do Projeto Rondon, onde fez muitas coisas importantes. Foi ainda Secretária Municipal de Saúde, co-fundadora do centro de promoção em educação e saúde, além de fundar o primeiro laboratório de análises clínicas da cidade.

Em Araraquara, recebeu o I prêmio "Heleieth", que homenageia mulheres que tiveram participação importante na sociedade.

Vale ressaltar que o Hemonúcleo Regional de Araraquara, inaugurado em 1992, leva o nome de "Professora Doutora Clara Pechmann Mendonça" e tem suas atividades voltadas para a coleta de sangue e produção de hemocomponentes, atendendo 25 municípios da região.

Sua preocupação com o próximo sempre foi genuína e ela dizia que herdou do pai, que também sempre foi preocupado com as pessoas. Clara morreu em 2017, aos 92 anos.
 
Ignácio de Loyola Brandão (Foto: Reprodução)
21- Ignácio de Loyola Brandão
Ignácio de Loyola Brandão nasceu em Araraquara em 1936 é escritor, jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras.

(1936) é um escritor e jornalista brasileiro. Eleito para a Academia Brasileira de Letras, em 2019, é autor de uma vasta produção literária, entre romances, contos e crônicas.
Ignácio de Loyola Brandão nasceu em Araraquara, São Paulo, no dia 31 de julho de 1936.

Brandão é filho do ferroviário Antônio Maria Brandão e de Maria do Rosário Lopes Brandão. Aos16 anos começou sua carreira jornalística como crítico de cinema no semanário, Folha Ferroviária. Em seguida, trabalhou no diário, O Imparcial, onde por cinco anos aprendeu a fazer reportagens, entrevistas, impressões e fotografia.

Em 1957, mudou-se para São Paulo, contratado pelo jornal Última Hora onde construiu uma extensa carreira.

Na literatura seu primeiro livro foi em 1965. "Depois do Sol", uma coletânea de contos Em 1968, publica seu primeiro romance, "Bebel Que a Cidade Comeu", onde relata com sarcasmo, a época de repressão política dos anos 60. Ainda em 1968, Ignácio de Loyola recebe o Prêmio Especial do 1º Concurso Nacional de Contos do Paraná com a coletânea de contos, "Pega Ele, Silêncio" (1968).

Ignácio de Loyola Brandão tem mais de quarenta livros pulicados, entre romances, contos crônicas, livros infanto-juvenil, viagens, biografias e peça de teatro. Seus livros foram pulicados em vários idiomas e o autor recebeu diversos prêmios.

Em 2015, Ignácio de Loyola publicou, em forma de carta aos seus filhos, "Manifesto Verde", onde faz um alerta sobre a preservação da natureza e apresenta as realidades e os desafios que devemos enfrentar em prol da conservação da vida na Terra.

No dia 14 de março de 2019, o escritor Ignácio de Loyola Brandão foi eleito por unanimidade para ocupar a cadeira n.º 11 da Academia Brasileira de Letras.  

Oliverio Bazani Filho (Foto: Reprodução)
22-Oliverio Bazani Filho
Se a Ferroviária é considerada o maior símbolo de Araraquara, Olivério Bazani Filho é, inegavelmente, o maior símbolo da nossa Locomotiva. Ficou conhecido como Rabi e ainda vive na memória do torcedor afeano.
Bazani nasceu em Mirassol, em junho de 1935 e começou a sua carreira na cidade, como ponta esquerda. Sua habilidade com a bola chamou a atenção de grandes clubes da época e prestes a assinar contrato com o Fluminense do Rio de Janeiro foi convencido a ingressar no quadro afeano.

"Após algumas partidas atuando entre os amadores da Ferroviária, no dia 30 de dezembro de 1954 Bazani assinava seu primeiro contrato como jogador profissional pela Locomotiva e ali começava sua trajetória absolutamente irretocável com o manto grená", diz seu histórico no memorial da Ferroviária.

Como meia esquerda, no Campeonato Paulista de 1955, comandou o time na conquista do título da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, colocando a Ferroviária na elite do futebol do estado pela primeira vez. Integrou a delegação afeana em duas excursões internacionais, em 1960 e 1963.

Naquele ano, suas grandes apresentações diante dos chamados grandes atraíram a atenção do Corinthians. Pelo Alvi-Negro do Parque São Jorge, Rabi atuou nos anos de 1963 e 1964. Retornou à Ferroviária em 1965, e encontrou um time prestes a ser rebaixado. Apesar de não conseguir evitar o descenso, em 1966 novamente comandou a Locomotiva de volta à elite paulista, com o título da Divisão de Acesso daquele ano.

Segundo o histórico do clube, nos anos seguintes vieram o Tricampeonato do Interior, a Taça dos Invictos, além de mais uma excursão internacional em 1968. No dia 28 de fevereiro de 1973, com 758 jogos e 244 gols marcados com a camisa grená, Bazani encerrava sua trajetória como jogador profissional, em um amistoso diante do Guarani.

Mas seu amor pela equipe nunca o deixou longe da Fonte Luminosa. Continuou trabalhando nas categorias de base do time, além de grandes trabalhos como treinador do time profissional.

Faleceu em 13 de outubro de 2007, se eternizando como o maior símbolo da Ferroviária. Em frente ao estádio Arena da Fonte tem um busto do Bazani.






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