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Represa do Lajeado deve ser limpa até dezembro

Obras foram iniciadas após moradores ingressarem com uma Ação Civil Pública

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Represa do Lajeado deve ser limpa até dezembro
Os moradores da região do Portal das Laranjeiras comemoram o inicio das obras de revitalização da Represa do Córrego do Lajeado, que sofre desde 2014 com a vegetação aquática do tipo aguapé - que destroem todo ser vivo existente na água. As obras terão um investimento de R$ 347 mil, vindos do Fundo Municipal de Desenvolvimento Ambiental, e deve ser finalizado até dezembro deste ano.  

A equipe de funcionários de uma empresa terceirizada está trabalhando na retirada da vegetação aquática do tipo aguapé, que cobria um percentual estimado em mais de 90% do espelho dágua. Apesar de não ter finalidade de abastecimento público, a represa tem uma grande importância para os pequenos agricultores locais.  

De acordo com o Gerente De Fiscalização e Licenciamento Ambiental do Departamento Autônomo de Água e Esgotos (Daae), Arthur de Lima Osório, a superpopulação de aguapés pode provocar a redução do oxigênio dissolvido na água, o bloqueio de incidência de luz solar no ambiente aquático. Ele explica o que provocou este problema na represa. 

"O problema da proliferação dos aguapés se iniciaram em 2014. Em meados de 2017 a comunidade do Portal das Laranjeiras ingressou com uma ação civil publica, onde deu origem a esse inquérito civil e o município foi acionado para fazer essa limpeza", conta.  

O Córrego do Lajeado pertence à Bacia Hidrográfica dos Rios Tietê-Jacaré e à Sub-bacia do Ribeirão das Cruzes. Para que as causas da vegetação aquática não se repitam, Osório explica que todo curso d'água está sendo monitorado. 

"O Daae, em parceria com a USP, realizou um levantamento em toda bacia hidrográfica e identificou várias causas possíveis para essa proliferação, dentre elas o uso agrícola no entorno Fertilizantes e agrotóxicos . A represa é um local onde a água perde velocidade de escoamento e esses materiais acabam acumulando e favoreceram essa proliferação", explica.  

Após a retirada dos aguapés, o Daae dará sequencia a um plano de gestão, monitorando a qualidade da água e o uso que é feito do solo em torno da bacia, parta minimizar esse impacto.  

Comemoração
A limpeza do local é motivo de comemoração para pessoas como o engenheiro agrônomo Alberto Matheus Rinaldo. Ele conta que o local sempre foi usado como área de lazer. "Tem ainda a questão ecológica, que esta desequilibrada, pois como fechou a superfície da água e afetou os pássaros. A obra está em andamento. Ontem dava para ver uma boa parte da represa limpa, mas ainda tem material para tirar do local e vai ficar bonito", acredita Alberto.  

Segundo estudo realizado em parceria com a USP de São Carlos, a principal causa da contaminação do corpo hídrico é a alteração do uso do solo, que associado a fatores climáticos e eventual lançamento de elementos químicos, tornaram a água um ambiente favorável ao desenvolvimento em excesso dessa vegetação.

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