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Grupo de Whatsapp aproxima moradores e Polícia Militar

Região contabiliza 1,5 mil pessoas em 40 grupos de whatsapp

| ACidadeON/Araraquara


Polícia Militar 
"Vizinhança solidária, boa tarde. Essas pessoas acima praticaram agora um furto a residência, no Imperador, próximo a nossa vizinhança solidária do Marivan. Eles arrombaram o portão, acabaram levando pequenos pertences e nós estamos a sua procura. Como as imagens são nítidas eu peço a divulgação e qualquer pessoa que os conheça, coloque aqui ou me liguem".

A mensagem enviada pelo comandante da 3º Cia de Araraquara, Capitão Ricardo Domingos Junior na última quinta-feira (5), alertando sobre um furto registrado no Jardim Imperador, é um dos exemplos de alerta passados nos quase 40 grupos de whatsapp criados por moradores de Araraquara e região, em parceria com a Polícia Militar.

Atualmente, mais de 1,5 mil pessoas participam desses grupos que fazem parte do programa vizinhança solidária, criado em 2013 e que tem o objetivo de aproximar os moradores da Polícia Militar, em busca de um único objetivo: a segurança.

Enquanto a população auxilia a Polícia passando informações sobre suspeitos e crimes recorrentes, os militares reforçam o patrulhamento nas áreas reclamadas e passam orientações sobre segurança.

De acordo com o Capitão Ricardo, os moradores de um determinado bairro organizam o grupo e elegem um tutor, que irá filtrar as informações e levar ao comandante da área. A partir dessas informações, é possível redesenhar o policiamento de uma forma mais precisa. "Eu consigo usar o mesmo número de policiais, mas de maneira mais cirúrgica", ressalta.

Ainda de acordo com o capitão, são realizadas reuniões frequentes entre os tutores e a polícia. "Nós conversamos sobre os problemas que são passados nos grupos e as soluções que eles adotaram. Em mais de 80% de todos os casos dos ilícitos que ocorrem, é pela própria causa da vítima. Quando a gente ensina a pessoa a perder a característica de vítima, adotando medidas de prevenção, a gente consegue coibir mais de 80% dos crimes daquele local", destaca Ricardo.  


Fique atento
O capitão explica ainda que as pessoas precisam deixar de se portarem como vítimas, já que Araraquara não conta com grandes quadrilhas agindo e, por isso, a maior parte dos crimes podem ser evitados. "Evidentemente há os crimes premeditados, que analisam o comportamento da pessoa, mas a maior parte dos furtos de veículo, por exemplo, são de carros que estavam com a chave na ignição, vidro ou porta aberta. Então, você facilita a ação. O roubo mais registrado hoje é de celular, pois as pessoas ficam ostentando seus aparelhos e isso chama a atenção. Nós passamos algumas medidas cautelares, pois o que mais vemos são pessoas olhando o celular e não percebe o que acontece ao redor. Passa uma pessoa e puxa o celular. Pronto, a pessoa foi furtada. São dicas básicas para que as pessoas não permitam serem furtadas ou roubadas".   

Grupos no Whatsapp

Vantagem
Para o comandante da área, entre as vantagens desta aproximação entre polícia e moradores, é a redução dos indicadores criminais. "Quando a gente faz essa aproximação e as pessoas auxiliam na resolução do problema, a gente quadruplica o número de pessoas do bem que lutam para o bem comum. Outra coisa é o aumento da sensação de segurança e tirar o estigma negativo da polícia", explica.  

Entre os exemplos passados pelo capitão Ricardo está o bairro São Bento, que apesar de já contar com muitos moradores, ainda está em construção. O local vinha registrando de cinco a sete furtos a residências ou construções por semana. Com o trabalho forte dos moradores, com o apoio da polícia por meio de palestras, orientações e colocando viaturas para patrulhar nos locais e horários passados, foram realizadas prisões e apreensões de produtos ilícitos. Há 60 dias não registram furtos. Outros bairros que tiveram seus índices de criminalidade reduzidos após a criação do grupo estão os bairros Jardim Primavera e Aclimação.  

"O crime nunca irá acabar, pois ele depende de vários fatores sociais, econômicos ou familiares, que acabam tendo o crime como resultado. Quando a gente cria um grupo e o criminoso percebe que está difícil de atuar ali, ele vai migrar para outro bairro e aí o outro bairro também precisa fazer seu grupo".   

Benefício
Para quem participa do grupo, como o comerciante Ricardo Caparelli, os grupos acabam ajudando tanto os moradores quanto os policiais. "O grupo do Martinez foi formado há aproximadamente dois anos. Ele é importante, pois trocamos informações sobre qualquer tipo de problemas que esteja ocorrendo no bairro pelo WhatsApp e o nosso administrador passa para a PM", explica.  

Ainda segundo Caparelli, foi possível perceber a queda no número de ocorrências registradas no bairro. "A população é quem dá as informações para a polícia. Por isso, quanto mais grupos tivermos em Araraquara, mais a polícia é ágil e eficiente. Nós somos os intermediários das denúncias. Por exemplo, passa alguém que achamos suspeito, nós colocamos no grupo e o administrador ja entra em contato direto com o capitão da polícia. Se nós não ajudarmos, fica difícil, pois a polícia não consegue estar em todos os lugares e em todos os momentos". 

Não substitui
O capitão Ricardo destaca que os grupos auxiliam, mas não substituem o 190 da Polícia Militar. A ação dos grupos também não cria algum tipo de vantagem para os participantes. 

Para participar do grupo, os moradores devem se unir e procurar a Polícia Militar, para que eles façam as orientações necessárias. 

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