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Construtora atrasa em quase dois anos entrega de apartamentos

Proprietários dos apartamentos no Jardim São Rafael II lamentam os prejuízos que contabilizam neste tempo

| ACidadeON/Araraquara

Moradores reclamam de atraso na entrega de apartamentos em Araraquara (Foto: Rodrigo Sargaço/EPTV)

Proprietários do Condomínio Cecília Meirelles, no Jardim São Rafael II, Zona Norte de Araraquara, reclamam do atraso de quase dois anos na entrega de 40 dos 80 apartamentos disponíveis em 10 blocos.

O jurídico da Construtora Casa Alta, responsável pela obra, informou que não irá se manifestar sobre o assunto.

Marcelo Barros Souza está desempregado e realizou o sonho de comprar a casa própria em outubro de 2015, mas após assinar o contrato só teve dor de cabeça.  

"É a segunda casa que eu mudo depois que eu comprei esse apartamento pagando aluguel, é complicado. Pagando aluguel e ainda juros de obra, sendo que a obra estava parada aí", diz Souza.

Obras paradas
Quando compraram os apartamentos, os moradores foram orientados que a entrega seria realizada em dezembro de 2017, mas após seis meses de carência descobriram que as obras estavam paralisadas e só retornaram em janeiro de 2018.

Em fevereiro deste ano, a construtora prometeu que a entrega seria em abril, mas em julho a data foi adiada para novembro.

Os moradores estão cansados das promessas. "Eu, particularmente, só por um milagre. Pelo o que estamos vendo aí, a gente tem que entrar na Justiça", reforça Souza.

Falta de infraestrutura
Por fora, aparentemente, tudo está em ordem com os apartamentos, mas além das prorrogações de prazos, os moradores descobriram que a infraestrutura não começou a ser feita.

A secretária Tatiana Zanardi reuniu alguns moradores para ir ao Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) para descobrir a situação dos imóveis com a autarquia. "Lá eles falaram que a infraestrutura da água e esgoto não está pronta e que isso poderia ser feito quando começou a obra."

Segundo Tatiana, o Daae informou que é necessário esperar a chegada do material e que a construtora contrate uma empresa para fazer a infraestrutura dos apartamentos. "A [situação] da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) a gente fica sem saber."

Enquanto a construtora atrasa na entrega dos apartamentos, os moradores continuam pagando aluguel.

"Espero que pelo menos venha em novembro porque tenho medo que novembro também não seja entregue, enquanto isso estamos pagando aluguel desde 2017", disse a secretária.

O Daae disse que a Casa Alta não atendeu as condições exigidas no estudo de viabilidade técnica do empreendimento. Informou ainda que encaminhou um comunicado à construtora informando das pendências existentes que são necessárias para aprovação do projeto e ligação da rede de água.  

Transtornos  
A agente comunitária de saúde Isabela Cristina da Silva Zanolo não paga aluguel, mas está morando com o marido de favor na casa da sogra.

Isabela programou o casamento próximo à data de entrega das chaves do apartamento, pois a ideia era mudar assim que casasse, mas não foi o que aconteceu.

"Presentes que a gente ganhou de casamento tem coisas que a gente não conseguiu retirar porque [não tem onde guardar] e o prazo é de 12 meses, já está vencendo. Vamos ter que pegar mesmo assim sem saber onde vai guardar", diz Isabela.

O último prazo informado pela construtora ainda não venceu, mas a esperança de mudar sim.

"A gente quer acreditar, mas lá no fundo mesmo a gente não acredita mais", lamenta a agente comunitária de saúde.


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