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145 famílias serão atendidas na primeira fase do Bolsa Cidadania

O programa tem o objetivo de combater a fome, mas também deve fomentar o comércio local

| ACidadeON/Araraquara

Lançamento do programa Bolsa Cidadania, em Araraquara (Foto: Milton Filho)
A dona de casa Jaqueline Oberta da Costa é mãe do pequeno Davi Lucca, de 4 anos. Ele nasceu com microcefalia, tem paralisia cerebral e desfagia, por conta disso, precisa de uma alimentação especial.  

"Ele precisa de uma dieta especifica e também de muitas frutas, o que não tem na cesta básica, por isso, se eu puder ir até o mercado e escolher o que comprar será melhor", afirma.  

Esta facilidade em fazer a própria compra, a que a Jaqueline se refere, se explica pelo cartão do "bolsa cidadania", lançado oficialmente nesta quinta-feira (12). Com ele, 145 famílias poderão comprar os alimentos que precisarem diferente do que acontece com a destruição da cesta básica.  

As famílias que recebem 25% de um salário mínimo terão direito a receber R$ 442. E quem recebe 15% de um salário, o benefício será de R$ 663.  

Jaqueline Pereira Barbosa, secretária de Assistência e Desenvolvimento Social,  destaca que o programa também fomenta a economia local, além de assistir as famílias.  

"É um programa com o objetivo de combate à fome, mas que também impacta no comércio local porque as pessoas podem gastar o dinheiro no mercadinho, quitanda, açougue", diz ela.   
 
Araraquara conta atualmente com 12.686 famílias no cadastro único, sendo que 6.400 pessoas em situação de vulnerabilidade social, e 48% delas são crianças e adolescentes.  

As famílias beneficiárias do programa foram selecionadas por um comitê que tem membros de diversas secretarias e assinaram um termo de compromisso.  

"Entre as condições do programa estão fazer os cursos de qualificação e participar dos acompanhamentos de saúde e educação. Um comitê vai avaliar, por exemplo, se as crianças estão na escola e se as vacinas estão em dia", afirma Jaqueline.  
Erivânia Ferreira de Araújo, de 24 anos tem quatro filhos e está desempregada. Para ela, o programa vem em boa hora. "Dependo da minha mãe e do Bolsa Família e este programa também vai me ajudar bastante", diz.  

Em maio deste ano, após aprovação do "bolsa cidadania", os vereadores também autorizaram um crédito no valor de R$ 1,6 milhão para que o programa pudesse começar ainda em 2019. O prefeito Edinho Silva (PT) destaca que o objetivo é que as famílias ganhem autonomia e deixem de depender do programa.  

"Esse programa não substitui emprego, nós precisamos de emprego e a nossa intenção é que as famílias ganhem autonomia para não dependerem do programa", finaliza.



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