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Sismar vê fato isolado e defende punição, se provado furto de merenda

Suspeitas foram liberadas nesta quinta-feira (12) depois da audiência de custódia; sindicato emitiu nota

| ACidadeON/Araraquara

Alimentos estavam dentro do carro da merendeira (Foto: Milton Filho)
O Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR) se posicionou, nesta quinta-feira (12), sobre o caso de três merendeiras detidas suspeitas de furtar alimentos em uma escola municipal, localizada no Selmi Dei, em Araraquara. Na avaliação da entidade, a ação é isolada e, se provado, deve ter punição. O Sismar condenou ainda o que chamou de "tentativa de generalização, como se todas as merendeiras ou demais servidores fossem iguais".

Confira a íntegra do documento: 

O Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR) vem a público reafirmar seu compromisso com os servidores municipais, mas também com um serviço público de excelência.

O SISMAR defende hoje, defendeu ontem e defenderá amanhã a prestação de um serviço público de excelência à população. Todos os servidores trabalharem com ética e responsabilidade é fundamental para isso e a maioria trabalha.

Diante dos fatos recentes envolvendo três merendeiras da Prefeitura de Araraquara, o Sindicato sente-se na obrigação de se manifestar para deixar bem clara sua posição.

Qualquer pessoa que cometer um crime deve ter um julgamento justo com direito a ampla defesa e, caso o crime seja comprovado, deve ser punida de acordo com a lei. Um servidor furtar em seu local de trabalho é absolutamente indefensável. Furtar merenda de criança, então, é agravante mais sério ainda.

Porém, trata-se de um fato absolutamente isolado. A Prefeitura tem quase 350 merendeiras atuando diariamente nas escolas e creches de Araraquara e não foram poucas as vezes que muitas delas precisaram levar ingredientes de casa para a escola para completar a merenda das crianças.

A categoria é competente, eficiente, dedicada e querida pelas crianças. As merendeiras são as profissionais que mais adoecem por causa do trabalho na Prefeitura de Araraquara. E as doenças são terríveis, pois invalidam movimentos e prejudicam o cotidiano delas para sempre. Pesquisa feita pelo Sesmt e pelo Cerest, órgãos de proteção e saúde do trabalhador, demonstra que nove em cada dez merendeiras da rede municipal sentem dor ou sofrimento ao trabalhar.

Por isso, são ridículas as tentativas de generalização, como se todas as merendeiras ou demais servidores fossem iguais. Lembrando que os Guardas Civis Municipais também são servidores e realizam seu trabalho com muito empenho.

São absurdos os ataques de ódio feitos pela internet, já que mesmo quem comete crime deve ser tratado com dignidade. Assim como são irresponsáveis as insinuações de eventuais ligações políticas das três merendeiras acusadas de furto.

Por todo o exposto, o SISMAR reforça seu compromisso com a legalidade, com a ética e com a responsabilidade no serviço público e cobra isso de toda a categoria. E o Sindicato declara apoio à categoria de merendeiras justamente por entender que elas, como grupo, representam exatamente esses princípios.

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