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Merendeiras acusadas de furto são afastadas do Caic

Na escola as três servidoras foram substituídas no mesmo dia do flagrante da infração

| ACidadeON/Araraquara

Merendeiras são soltas após audiência de custódia (Foto: ACidadeON)
 
As três merendeiras acusadas de furtarem alimentos da escola do Centro de Atenção Integral à Criança (CAIC) Rubens Cruz, no Selmi Dei, Zona Norte de Araraquara, foram afastadas de suas atribuições pelo prazo de seis meses. A portaria foi publicada pela Prefeitura na última quinta-feira (12) e informa que um processo administrativo foi aberto.  

"As servidoras foram flagradas no dia 11 de setembro de 2019, pelas câmeras do Sistema MONI da Prefeitura de Araraquara, monitoradas pela Guarda Municipal, subtraindo do interior da EMEF do CAIC Prefeito Rubens Cruz, gêneros alimentícios destinados à merenda escolar", diz a portaria nº 26.488.   

Arroz, feijão, cereal, óleo, leite, carnes foram alguns dos itens levados da despensa da escola. 

Mesmo afastadas, as servidoras públicas continuam recebendo salário base de uma merendeira, que é R$ 1.051,00. A medida se deu baseada no Artigo 27 da Lei Municipal n° 6.667, que prevê o afastamento para a instauração do processo disciplinar, mas sem que o servidor tenha prejuízo de seus vencimentos e demais vantagens.
 
Merendeiras foram detidas furtando alimentos do Caic do Selmi Dei (Fotos: Milton Filho)

Na Justiça
Na quarta-feira (11), quando as câmeras flagraram as servidoras públicas de 35, 57 e 60 anos furtando os alimentos elas foram presas, prestaram depoimentos e foram para a cadeia. Na quinta-feira (12) acabaram liberadas pela Justiça durante a audiência de custódia. As três vão responder em liberdade pelos crimes de peculato e associação criminosa.   


 
Na escola
No Caic Rubens Cruz as três merendeiras foram substituídas no mesmo dia do flagrante do crime. Segundo a Secretaria Municipal de Educação não houve prejuízo aos alunos no que diz respeito às aulas e distribuição da merenda.  

Ação isolada 
O Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região (SISMAR) se posicionou sobre o caso. Na avaliação da entidade, a ação é isolada e, se provado, deve ter punição. O Sismar condenou ainda o que chamou de "tentativa de generalização, como se todas as merendeiras ou demais servidores fossem iguais".


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