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Araraquara não vai aderir ao programa de escolas cívico-militares

Nem o Estado e nem o Município sinalizaram interesse em implantar o projeto do Governo Federal

| ACidadeON/Araraquara

O Governo Federal lançou o programa para a implantação de escolas cívico-militares (Foto: Luis Fortes/MEC)
Araraquara vai continuar sem escola militar. Tanto o estado quanto o município sinalizaram contrários ao programa nacional das escolas cívico-militares do Governo Federal. O prazo para indicação de escolas termina no próximo dia 27 de setembro.  

Segundo a assessoria de imprensa da secretaria estadual de educação, não há interesse por parte do governo do estado em aderir ao programa. O mesmo foi dito pela secretaria municipal de educação.  

Araraquara conta atualmente com 50 escolas que poderiam aderir ao militarismo, sendo 11 municipais e 39 estaduais, mas todas devem permanecer com o modelo atual, sem intervenção militar.  

Pais querem militarização
A medida foi criticada por pais ouvidos pela reportagem e, que defendem a presença do exército dentro das escolas.  

A auxiliar administrativa Maria Tereza Côrrea da Silva Rodrigues, de 56 anos, tem um filho de 16 anos. Para ela, a militarização traria mais autonomia ao professor. "Acredito que a presença de militares traria mais respeito para a escola", diz ela.  

A cuidadora Irismeire Maria da Silva, de 37 anos segue na mesma linha. Para ela, o modelo militar garante a autoridade do professor. "Aprender ter mais respeito, acho que iria ajudar muito os alunos".  

Já o caminhoneiro Manoel Luís de Oliveira Alves, de 47 anos, que é pai de uma adolescente de 15, acredita que é preciso mais segurança, porém, não necessariamente a presença de homens do exército. "Acho que a escola precisaria de mais segurança, isso sim", afirma.  

O programa
O programa nacional das escolas cívico-militares foi lançado no início do mês pelo Governo Federal, com o objetivo de implementar 216 colégios até 2023.  

As escolas poderão receber o projeto em formato piloto, já no primeiro semestre de 2020.  

Os colégios devem ter entre 500 e 1 mil alunos, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e ensino médio. Em Araraquara são 30 escolas de anos finais do ensino fundamental e 20 escolas de ensino médio.  

O modelo será levado, preferencialmente, para regiões que apresentam situações de vulnerabilidade social e baixos índices de desenvolvimento da educação básica (ideb).  

Segundo o programa, os militares terão participação na parte educacional e administrativa. A parte educacional voltada ao fortalecimento dos valores humanos, éticos e morais. Na parte administrativa, com a infraestrutura e a organização da escola para aprimorar a utilização de recursos disponíveis na unidade escolar.  

Já a parte didático-pedagógica, com atividades de supervisão escolar e psicopedagogia, seguirá exclusivamente com a área acadêmica.  

Em parceria com o Ministério da Educação, o Ministério da Defesa vai destacar militares da reserva das forças armadas para trabalhar nas escolas.  

Segundo o secretário de Educação Básica do Mec, Janio Macedo, as 203 escolas cívico-militares já existentes em 23 estados, tem maior aproveitamento do que as civis, apresentando taxa de evasão 71% menor e de reprovação 37,4% inferior.

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