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Desempregada vende paçoca em busca de 'liberdade financeira'

Neilde Santos Souza Pedroza, 45 anos, procura emprego há um ano, quer pagar as contas e ter recomeço

| ACidadeON/Araraquara

Neilde está desempregada a um ano e busca um recomeço. (Foto: Walter Strozzi/ACidade ON)

Conquistar a "liberdade financeira", pagar as contas e acreditar que através de pequenas ações pode se tornar uma empreendedora. Estes foram os objetivos que fizeram a desempregada Neilde Santos Souza Pedroza, de 45 anos, ir para um cruzamento da cidade com uma placa para vender paçocas por R$ 1.  

"Tem um ano que estou desempregada, minhas contas estão atrasadas e foi uma maneira que encontrei de colocar isso em ordem", justifica.  

Neilde era auxiliar de produção e em agosto do ano passado ficou desempregada. De lá para cá, segundo ela, conseguiu alguns bicos, mas encontra dificuldades para se recolocar no mercado de trabalho. Com as contas atrasadas, buscou inspiração nas redes sociais para encontrar alternativas e sonha ser empreendedora.  

"[Conheci] através da internet. O cartaz foi pelo Thiago Fonseca [youtuber de empreendedorismo], que fala sobre investimentos, pensar fora da caixa. E ele ensina a usar o cartaz, justamente para quem tem vergonha, que é o meu caso. Quem tem vergonha não precisa falar ir lá, o próprio cartaz fala por si. Foi onde me identifiquei com o cartaz", explica.   

Apesar da dificuldade financeira, Neilde espera que ação seja um início no empreendedorismo. (Foto: Walter Strozzi/ACidade ON)

Neilde chegou no Viaduto Mathias Aniello Antonio Filipi, próximo de uma rede atacadista de Araraquara por volta das 11 horas deste sábado (16). Quando conversou com a reportagem, às 14 horas, ainda não havia almoçado e sua meta era vender todo o pote de paçocas para que pudesse comprar mais um e depois ir pra casa.  

"Trouxe um pote [com 50 unidades] e desse eu pretendo fazer dois potes, ai destes outros dois eu começo a tirar o lucro. Só depois do terceiro pote que vou começar a tirar lucro. Aí do outro vou tirando mais e assim vai", afirma.  

Casada, a desempregada conta que somente o salário do marido - que é motorista -, não é suficiente para bancar todas as despesas da casa alugada em que moram no Jardim Esplanada. Diante da situação, driblou a timidez, fez o cartaz, saiu cedo de casa, caminhou até o ponto onde estava por achar que teria um bom fluxo de veículos.  

"Eu pensei nesse ponto porque o mercado tem um fluxo grande. Não almocei, até trouxe água, mas se parar pra ficar com a garrafa na mão, não seguro o cartaz. Estou esperando acabar esse pote pra poder pegar outro e foi o que me fez ficar aqui também, a proximidade com o mercado, pois quando acabar esse posso buscar mais. Como não tinha dinheiro pra dois potes, pensei em vender um e comprar o outro", finaliza.

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