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cotidiano

Moradores em situação de rua atormentam ao redor da Santa Cruz

Comerciantes e frequentadores da Praça e da Igreja Santa Cruz reclamam dos andarilhos, das brigas e ameaças frequentes

| ACidadeON/Araraquara

Na semana passada, moradores em situação de rua brigaram ao redor da Praça Santa Cruz e causaram tumulto (Foto: Redes Sociais)
A presença de moradores em situação de rua no entorno da Praça e da Igreja Santa Cruz, no Centro de Araraquara, tem preocupado lojistas e quem passa por ali frequentemente. Eles consomem bebidas alcoólicas, pedem de dinheiro e, muitas vezes, são violentos. Na semana passada, um tumulto só terminou com a chegada da Polícia Militar.

Geralmente, eles ocupam as escadarias da igreja, abrigam-se na sombra das árvores e se aproveitam do fluxo de pessoas para pedir dinheiro. Quem passa pelo local já está acostumado com a presença de andarilhos.  

"Eles pedem dinheiro e, quando as pessoas não dão, eles xingam. Uma vez vi um andarilho empurrar uma pessoa que não comprou um refrigerante para ele", diz o repositor Vitor Carrara.  

Ele conta ainda que os andarilhos costumam brigar entre si e que assustam que passa ou consome pelas lojas no entorno. "[Recentemente] um morador pegou uma barra de ferro de dentro da igreja e acertou a cabeça do outro, que desmaiou", completa.  
 
A presença dos moradores em situação de rua pela região central da cidade tem gerado preocupação aos lojistas. O empresário Edivaldo Aparecido Escudilho conta que na semana passada um tumulto só terminou com a chegada da Polícia Militar.  

"Pessoal começou a beber na porta da minha loja e depois foram para a igreja. Lá, brigaram e foi preciso chamar a polícia. Depois disso, eles foram embora", lembra Edivaldo.   

O lojista justifica que os moradores em situação de rua utilizam o dinheiro dado pela população para consumir bebida alcoólica e outras drogas. "Eles pedem [esmola], bebem o dia todo. As pessoas precisam parar de dar dinheiro porque isso alimenta o vício, o que gera transtorno para todos", justifica.  

A situação não é de agora. A operadora de vendas Fabiana Camilo Zamai conta que a financeira na qual trabalha precisou instalar grades na porta para impedir a entrada dos andarilhos, algo que acontecia frequentemente.  "Eles atormentam bastante. Estão alcoolizados, gritam e brigam na frente do comércio; atrapalham bastante", afirma.  

Quem convive com este cenário não sabe a quem recorrer, mas tem a certeza de que algo de concreto precisa ser feito. "Já pedimos pra Prefeitura, para polícia, mas não sabemos mais o que fazer", diz Edivaldo.  

Prefeitura
Por meio de nota, a secretaria municipal de Assistência e Desenvolvimento Social disse que realiza abordagens e monitora os moradores em situação de rua, que costumam frequentar a Praça e a Igreja Santa Cruz, no Centro. Afirmou ainda que oferece atendimento através da Casa Transitória, Centro Pop e Serviço Especializado em Abordagem Social, mas justificou que é preciso que estes moradores aceitem o auxílio. A nota diz ainda que as unidades estão abertas para almoço, jantar e banho, mesmo para aqueles recusam o acolhimento. Por fim, ressalta que a Guarda Municipal realiza rondas em apoio a Polícia Militar.

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