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Com 12 homicídios, Araraquara é considerada 'pacata'

Delegado diz que o índice de homicídios em Araraquara é baixo e solução é de 100%

| ACidadeON/Araraquara

A prisão dos criminosos é a resposta que a polícia dá à sociedade (Foto: ACidadeON)
 
Araraquara é considerada uma cidade tranquila. Neste ano foram 12 homicídios, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Um número baixo quando comparado com cidades do mesmo porte; em São Carlos, por exemplo, foram 16 mortes violentas.

"Pode se dizer que Araraquara é uma cidade pacata. Os números de morte violenta aqui são comparados com países desenvolvidos", diz o delegado seccional de Araraquara, Fernando Luiz Giaretta.

Dos crimes cometidos na cidade este ano, todos foram solucionados no prazo de uma semana. "Assim que um homicídio é registrado uma equipe da DIG [Delegacia de Investigações Gerais] é acionada e vai até o local, levanta todas as informações e já começa a investigação. A taxa de solução é de 100%", afirma.

Ele destaca que a maior parte dos crimes contra a vida tem relação com o tráfico de drogas, mas este ano, tiveram destaques também os crimes passionais, como o que vitimou o cabo Elias Mathias Ribeiro, da Polícia Militar e os feminicídios.

Repercussão
O cabo  da PM Elias Mathias foi morto pela namorada, a filha dela e um tio. Isso porque ele estaria tendo um relacionamento sexual com a filha mais nova da mulher. Ele foi morto a marretadas e depois teve o corpo incinerado.
 
Morte de Yasmin Nery chocou Araraquara em 2019 (Foto: ACidadeOn/Araraquara)

Mulheres
Em 2019 três mulheres morreram em Araraquara vítimas de feminicídio. Um dos casos mais chocantes foi o da estudante Yasmin Nery, de 16 anos. A menina foi esquartejada por um garoto de 17 anos. Eles se conheceram na véspera em um show e no dia do crime, o rapaz a atraiu até a casa dele no bairro das Hortênsias.

A jovem Kênia Regina de Oliveira, de 21 anos, também foi morta brutalmente. Seu ex-namorado entrou em um estacionamento onde ela parava sua moto e a esfaqueou. Na semana passada, Danielly Bafa, 25, também foi morta a facadas. O crime aconteceu na Praça do São Geraldo, quando tomava um sorvete com um amigo e o suspeito também é um ex-namorado, que está preso.  
 
Prevenção 
Giaretta diz que estes crimes são difíceis de prevenir, de coibir, pois são inesperados, cometidos por impulsão, por um momento. "Uma briga, um envolvimento com o tráfico é difícil evitar, além disso, Muitos são cometidos com facas, que são armas de acesso mais fácil", diz.  
 
Prender as pessoas é a resposta mais eficaz que a polícia dá à sociedade. "Este trabalho acaba coibindo alguns casos", finaliza Giaretta.



Relembre os crimes violentos de 2019


- Março
1 - José da Silva, 65 anos, Jardim das Hortênsias, facadas. Solucionado.

- Abril
2- Lucas Fabiano Pereira, 35 anos, em frente ao Centralizado, facadas. Solucionado.
3 - Morador de rua Valdenir de Souza Aparecido, 55 anos, Praça do Carmo, tiro por policiais. Solucionado.
4- Ivo Perez Junior, 39 anos, Vale Verde, facadas. Solucionado.

-Junho
5 - Pablo Flexima do Norte, 37 anos, Vaz Filho, facadas. Solucionado.
6- Yasmin Nery, 16 anos, Hortênsias, esquartejada. Solucionado.
7- Elias Matias Ribeiro, 49 anos, pauladas, Victorio de Santi. Solucionado.

- Julho
8- Antonio Olindo, 63 anos, Jardim São Rafael, pauladas. Solucionado.

- Agosto
9 - Kênia Regina Silveira de Oliveira, 21 anos, Centro, facadas. Solucionado.

- Novembro
10- Danielly Teles Bafa, 25 anos, Praça São Geraldo, facadas. Solucionado.
11- Emerson Roberto Lopes, 44 anos, Jardim Brasil, tiro. Solucionado.

- Dezembro
12- Alessandro de Oliveira, de 33 anos, no Adalberto Roxo, tiros. Solucionado


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