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Mortes de ciclistas nas ruas de Araraquara aumentam 400%

O perigo está por todos os lados e ciclistas pedem mais segurança; Prefeitura fará estudo para melhorar a mobilidade urbana

| ACidadeON/Araraquara

Ciclistas pedem mais segurança nas ruas de Araraquara (Foto: Arquivo/ON)
A morte de ciclistas em Araraquara cresceu 400%, entre os meses de janeiro a outubro, comparando o ano de 2018 com 2019, segundo dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo). No ano passado foi contabilizada uma morte no período; este ano foram cinco.  
 
Um dos casos que mais chamou a atenção foi do jovem João Marcos Rodrigues, de 16 anos, que morreu após sua bicicleta ser atingida por um veículo na Avenida Padre Francisco Sales Couturato (Av.36), em julho.   

A morte mais recente ainda não foi registrada nas estatísticas. Essa semana, um professor de 59 anos morreu após sofrer um acidente no Centro de Araraquara. Ele ficou 12 dias internado na Santa Casa, mas não resistiu em decorrência dos ferimentos sérios na cabeça. A polícia investiga o caso, pois ainda não se tem informações do veículo que esteve envolvido no acidente.

Ciclistas 
Na opinião de Marcelo Henrique Catalani, advogado e ciclista, Araraquara não é dotada de vias que suportem o trânsito atual de veículos. "E os ciclistas são prejudicados em ruas apertadas e cheias de carros", diz ele. 

O aumento dos acidentes está relacionado à falta de respeito. "Quem é mais forte no trânsito? Quem está com o carro, com a moto, com o ônibus e estes motoristas não respeitam os ciclistas, que usam a bicicleta tanto para lazer como para o trabalho", diz ele. 

O ciclista acrescenta que utilizar a bicicleta é uma questão de economia e também ambiental. "Temos que mudar a mentalidade dos motoristas em Araraquara", afirma. 

A orientação é que os motoristas mantenham distância dos ciclistas de pelo menos um metro e meio, além de reduzir a velocidade. "O ciclista também precisa estar preparado com os equipamentos de segurança, como capacete e lanterna", diz ele.  

Outro ponto observado e pedido por quem anda de bicicleta é a retirada do estacionamento das principais vias de Araraquara, como na Avenida Padre Francisco Sales Couturado (Av. 36).  "A rua é pública, e não é de todo mundo e não é de ninguém, o poder público precisa fazer algo em relação a isso", reclama. 
 
LEIA MAIS:  Contrastes: Carros e bicicletas disputam espaço no trânsito

Mobilidade Urbana
O coordenador de Mobilidade Urbana de Araraquara, Nilson Carneiro, diz que a Prefeitura está elaborando um estudo, em pareceria com o Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), com o objetivo de fazer um diagnóstico da mobilidade local, verificando os padrões de deslocamento da população nos mais diferentes meios de transportes e identificando os principais pontos críticos da circulação urbana.

"As pesquisas de campo e os estudos serão feitos sobre transporte coletivo, de carga, de fretamento, além de ciclovias, ciclofaixas e deslocamentos de pedestres e veículos. Também faremos uma análise dos novos loteamentos já aprovados e um planejamento dos impactos no trânsito pelos próximos 10 anos", finaliza Carneiro.  

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