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Alunos da Unesp criam vaquinha virtual para competir nos EUA

Evento será em outubro de 2020, em Boston, mas as inscrições para o International Genetically Engineered Machine (iGEM) precisam ser feitas até fevereiro

| ACidadeON/Araraquara

Estudantes da Unesp fazem vaquinha virtual para participar de competição nos EUA (Foto: Divulgação)
 
Um dos vencedores da International Genetically Engineered Machine (iGEM) em 2017 e 2018 - uma das maiores competições do mundo na área de Biologia Sintética, que ocorre desde 2003 em Boston, nos Estados Unidos o time da Unesp de Araraquara precisa de fundos para representar o Brasil novamente na disputa em outubro de 2020.  

E para viabilizar novamente a participação, o grupo criou uma vaquinha virtual que visa arrecadar os valores necessários para a viagem. As doações podem ser feitas diretamente pelo link: www.vaka.me/823549. 

Ao todo, a equipe da Unesp é formada por 21 membros com colaboração de professores e estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de farmácia, engenharia de bioprocessos e biotecnologia e ciências sociais. No total, eles precisam de R$ 60 mil para pagar despesas como taxa de inscrição, viagem, translado, investimento no projeto, entre outras.  

Vitor Fernandes Almado, aluno do 4º ano de Ciências Sociais e um dos integrantes do time, reforça que a ajuda das pessoas será muito bem-vinda, já que a inscrição deve ser efetivada até fevereiro de 2020. "Para aqueles que têm interesse em ajudar, é importante deixar claro que não se trata de um prêmio puramente técnico e que traz benefícios apenas aos estudantes. O projeto desenvolvido é pensado e aprimorado para gerar melhorias na qualidade de vida da sociedade e aperfeiçoar processos empresariais", reforça. 

Em 2019 a equipe não se inscreveu no iGEM para se dedicar ao desenvolvimento do novo projeto: o armazenamento de dados em DNA. "Hoje em dia, muitas empresas, inclusive, grandes potências como Google e Microsoft, têm problemas com o armazenamento de informações de longo prazo. Atualmente, o método mais eficaz é o uso do silício, que tem limite de capacidade e gera impactos ambientais. Com o uso do DNA, além de reduzirmos o consumo energético e o espaço necessário para o armazenamento, reduziremos também os efeitos no meio ambiente", explica Vítor. 

Na edição de 2017, o time da Unesp Araraquara levou para a competição um probiótico inteligente para o tratamento de Diabetes do tipo 1, que "libera" automaticamente, e sempre que necessário, a quantia certa de insulina no organismo do paciente. Já em 2018, esse projeto foi aprimorado e a equipe ganhou, além da medalha de ouro, o prêmio de melhor hardware e indicações para dois outros prêmios importantes na área da biologia sintética melhor coleção de partes; educação e engajamento público , ficando à frente da pontuação de universidades como a de Zurique, por exemplo. 

Os primeiros experimentos do novo projeto começam a ser feitos em janeiro do ano que vem e a ideia é que o protótipo esteja pronto para o iGEM em agosto.

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