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Feijão é o vilão da cesta básica araraquarense em dezembro

O preço médio da cesta básica em Araraquara fechou dezembro em R$ 618,80

| ACidadeON/Araraquara

Cesta básica araraquarense teve alta de preço (Foto: Reprodução)
O feijão, que sempre acompanha o arroz no prato dos brasileiros, foi o responsável por deixar a cesta básica mais salgada no mês de dezembro em Araraquara. A leguminosa teve alta de 23,9 %. A batata também teve o preço para cima, alta de 23,1%. O preço médio ficou em 618,80 na cidade. Os dados são do núcleo de pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio).

No geral, a cesta fechou com alta de 6,33% em relação ao mês de novembro. No acumulado do ano, a cesta básica aumentou 14,17%.

De acordo com o economista Marcelo Cossalter, que integra o núcleo, o estado registrou queda de produção da leguminosa. Além disso, o produtor preferiu focal em outros produtos agrícolas.

"No caso do feijão, a disparada do preço está relacionado com o registro de uma safra ruim. Com a oferta abaixo do esperado, foi causado por problemas climáticos no interior de São Paulo, então, com os estoques mais baixos sobre uma mesma demanda, leva os preços para cima. Além disso, com o passar do tempo, alguns produtores tem reduzido a área semeada do feijão. Eles têm preferido outros grãos que dão mais lucro para eles, como o milho e a soja", explica.  

Feijão foi um dos itens com maior aumento nos supermercados (Foto: Arquivo)
Segundo o levantamento, que consultou 9 supermercados da cidade, na comparação com novembro de 2019, a categoria de alimentos aumentou 8,33%, resultado do encarecimento de 14 dos 22 produtos avaliados.

Por outro lado, os grupos de limpeza doméstica e higiene pessoal registraram queda de preços, variando -0,69% e -0,62%, respectivamente. A redução atingiu 5 dos 9 produtos avaliados nas duas categorias.

No que diz respeito ao preço da batata, a alta observada está associada a menor área plantada, chuvas, calor intenso e atraso na colheita que diminuíram a oferta nacional do tubérculo. O acém também registrou alta, foi de 18,7%.

Cebola e farinha de trigo tiveram redução. O vegetal bulboso teve queda de 17,2%, já a farinha 4,4%. Os outros itens que registraram quedas de preço foram a farinha de mandioca torrada (-4,4%) e a salsicha (-3,7%).

Preço da carne teve aumento (Foto: Arquivo/ON)
A previsão é que a carne tenha redução nos próximos meses.
"A gente tem tido um aumento na carne devido a demanda da China, mas espera-se que conforme a peste suína que atingiu a china vá sendo controlada, a demanda chinesa vai caindo aos poucos e a carne brasileira começa a ser redistribuída internamente. Deste modo, o preço tende a cair nos próximos meses".

Na análise de Marcelo, com a alta de 14,17% no acumulado, índice bem acima das inflação e dos reajustes salariais, é possível notar que o poder de compra do consumidor está cada vez pior.

"A gente tá percebendo que o poder de compra do consumidor vai se deteriorando aos poucos. O reajuste do salário mínimo, por exemplo, não cobre a diferença e, por mais que a inflação esteja baixa, a gente ainda está com um nível de desemprego bastante alto, então vale a pena ficar de olho nesses preços e saber quanto exatamente estamos pagando por esses produtos", finaliza.

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