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Com circos fechados, artistas pedem apoio da população

Neste dia 27 de março é celebrado o Dia do Circo, mas em quarentena, artistas araraquarenses afirmam que não muito a comemorar

| ACidadeON/Araraquara

Dia do Circo com pouco a se comemorar  (Foto: divulgação/Pixabay)
Nesta quinta-feira (27) é comemorado o Dia do Circo. Em outra época, os circenses estariam em festa, mas neste ano, por conta da pandemia do novo coronavírus, isso não é possível. 

A circense Maria Aparecida Camargo, de 72 anos, explica que foi criada no ambiente artístico, embaixo de uma lona. Hoje ela trabalha no Circo do Buchechinha, que está instalado no bairro do Cecap, em Araraquara. 

Para ela, a data, que deveria ser comemorada com festa, mas não faria sentido. "A porta do circo era aberta, espetáculo de graças para as crianças, para comemorar o dia do circo, mas hoje estamos com o circo fechado. Antes era a alegria das crianças e agora é a tristeza. E agora, nós dependemos da bilheteria e o que vamos fazer? Estamos todos parados", afirma.  

O circo existe há cem anos e por muito tempo viaja pelas cidades da região levando alegria. Hoje a alegria está instalada em Araraquara. Nele, dona Cida já foi trapezista, equilibrista, cantora e atriz. Ela atua como bilheteira e cozinheira, além de costurar as roupas dos espetáculos.  

A artista diz que a sua família circense, composta por 10 adultos e duas crianças, busca apoio, já que o espaço está sem atividade, desde o início da quarentena provocada pela covid-19 começou. Pra ela, este é um dos momentos mais difíceis de sua vida. 

"Sou a terceira geração circense. Casei no circo, me criei no circo e devido essa situação. Nossos amigos, parentes e familiares do circo, estão todos parados. A lona baixou e a cortina fechou", ressalta dona Cida. 

A situação relatada pela dona Cida é semelhante aos demais circos em todo o país. Assim como outros setores, ele sofre impacto direto com a crise. 

O circo está parado, vazio, mas as contas continuam chegando. Mesmo assim, a artista reconhece o sacrifício que deve ser feito por todos e espera que as coisas voltem logo ao seu normal. Ela deseja que tudo termine logo e bem. 

"Não sei o que será daqui para frente, com meus netos e bisnetos. A gente precisa de dinheiro para comer, para beber, ter leite. Vamos aguardar e ter esperança, pois o circo vive disso, da esperança de que amanhã será melhor". 

Uma campanha está sendo realizada pelos artistas do Circo do Buchechina nas redes sociais. Mais informações pelo telefone (16) 999919626.

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