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Tempo seco em Araraquara impulsiona problemas respiratórios

Estimativa é que os atendimentos nas unidades de saúde aumentem 30% nesta época do ano

| ACidadeON/Araraquara

UPA da Vila Xavier é o polo de atendimento para síndromes gripais (Foto: Amanda Rocha)
 
A chuva chegou em Araraquara, mas em pouca quantidade e não mudou a secura das últimas semanas. No mês de maio foram apenas três dias de chuva, pouco mais de 30 milímetros, segundo a Defesa Civil. 

Todo outono é assim: baixa umidade relativa do ar e queda nas temperaturas e neste cenário surgem as doenças respiratórias.

A médica pneumologista Renata Ferlin Arbex explica que a associação desses dois fatores é um problema pra saúde, mas principalmente pra quem já sofre de doenças respiratórias. 

"Toda vez que inspiramos um ar que tem diferença na temperatura do corpo isso nos traz problemas, então quando a temperatura ambiente diminui todos nós ficamos mais sensíveis, em especial quem já tem problemas nas vias aéreas", diz a médica.
 
AUMENTO DOS ATENDIMENTOS

Por isso que as unidades de saúde já esperam pelo aumento no número de atendimentos. Pneumonias, resfriados, bronquite, sinusite, asma, gripe estão entre as doenças mais comuns. Segundo a secretária municipal de Saúde, Eliana Honain, são esperados 30% mais atendimentos nesta época em relação a dias normais.

Para atender o aumento na demanda, além das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) as Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão funcionando em horário estendido.

"A orientação é que as pessoas procurem as unidades de saúde ou ainda a UPA da Vila. Temos seis unidades com horário estendido para atender a população", explica Honain.

SÍNDROMES GRIPAIS
Nos primeiros quatro meses do ano, a UPA da Vila Xavier, que é referência para síndromes gripais, realizou quase 37 mil atendimentos médicos e de enfermagem, uma média de 306 atendimentos por dia.

Com o aparecimento das doenças respiratórias, a projeção é que a unidade passe a atender 400 pacientes diariamente.

O que tende a agravar a situação é o baixo índice de isolamento social, que aumenta a possibilidade de circulação de muitos vírus, não só o coronavírus.

"Estamos em uma fase ascendente da curva de disseminação do coronavírus, provavelmente vai aumentar muito o número de casos destas e de outras doenças", reforça o médico Bernardino Alves Souto, da Universidade Federal de São Carlos (UFScar).

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