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Família Nicolau comemora mais um aniversário do Selmi Dei

Bairro que é um dos mais populosos, com mais de 30 mil habitantes, completa neste dia 26 de junho 41 anos de fundação

| ACidadeON/Araraquara

Família Nicolau é uma das mais antigas do SelmiDei (Foto: Amanda Rocha)
 
"Mudamos para o Selmi Dei em abril de 1981, quando chegamos não tinha nada aqui. As ruas eram esburacadas e de terra, o ônibus, que apelidamos de poeirinha, chegava até o setor um, quem morava mais para cima andava a pé. Foi uma época em que tínhamos pouco, mas era muito gostoso".  

A recordação da dona-de-casa Ana Maria Nicolau, de 68 anos, faz parte de suas memórias, mas também ajuda a contar a história de um dos bairros mais populosos de Araraquara: o Selmi Dei. Neste dia 26 de junho, o bairro completa 41 anos de fundação.  

A família de Ana Maria é uma das mais antigas, chegou em 1981, quando o bairro foi inaugurado. Seu marido, o empreendedor Jurandir Francisco Nicolau, 63, também só tem boas lembranças deste tempo. 

"Tinha uma represa aqui perto, onde pescávamos, pegávamos muito lambari. Onde é a escola Altamira [Altamira Amorim Mantese] era um pomar de laranja e onde é o Caic Rubens Cruz, era uma plantação de abacate. Nunca faltava suco de laranja e de abacate ara quem morava no Selmi Dei", recorda Francisco Nicolau.    

Selmi Dei quando foi entregue no início da década de 80 (Foto: Reprodução)


HISTÓRIA
O loteamento Selmi Dei foi aprovado dia 15 de julho de 1978, pelo então prefeito Waldemar De Santi. A fundação aconteceu dia 26 de julho de 1979, mesma época que a metalúrgica Villares, hoje Iesa, anunciava a instalação de sua unidade em Araraquara. Muitos trabalhadores que chegaram para a fábrica também buscavam um lugar para morar e o local seria uma nova opção.

O fazendeiro Roberto Selmi Dei tinha morrido em 1976 e suas filhas, Eliana, Eloisa e Elena, donas da Fazenda Três Irmãs, decidiram urbanizar uma gleba da fazenda, que até então era destinada ao pasto.   
 
 

1981
A primeira fase do bairro ficou pronta em 1981. Ao contrário do previsto na fundação, ao invés de trabalhadores da Villares, os compradores eram em sua maioria pessoas que moravam de aluguel, de classe mais baixa, que via no Selmi Dei uma aposta da casa própria.  

A segunda etapa do bairro foi a construção dos setores 4, 5 e 6. Esses foram construídos em parte pela Cohab, em parte pela Caixa Econômica Federal (CEF) e ficaram prontos no final da década de 90.  

"No começo aqui não tinha nada. Precisávamos ir para o Centro para tudo, desde compras em supermercado até banco. Hoje, a realidade é completamente diferente", diz Nicolau.    

Bairro Selmi Dei, no setor 3, nos dias atuais  (Foto: Amanda Rocha)

UMA CIDADE 
Do primeiro grande bairro de periferia de Araraquara para o que o Selmi Dei de hoje foi uma longa caminha. O asfalto, por exemplo, chegou em sua totalidade apenas em 2007, anos depois que as casas foram entregues. 

"Nos primeiros anos o bairro era bem afastado de tudo, hoje é uma cidade, temos de tudo aqui, uma beleza", diz Ana Maria.  
O Selmi Dei tem atualmente cerca de 30 mil habitantes, sem contar com os bairros adjacentes que formam toda a região Norte, como Adalberto Roxo (que foi constituído anos depois), Jardim São Rafael e toda a região do Vale Verde. 

"Hoje temos de tudo aqui, é um bairro maravilhoso. Minha família ama este lugar e daqui eu não saio nunca", finaliza Francisco Nicolau.


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