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Matrículas em escolas estaduais crescem 28 vezes mais que em 2019

Crescimento é atribuído à crise causada pelo novo coronavírus; escolas municipais também estão recebendo mais alunos

| ACidadeON/Araraquara

Matrículas nas escolas públicas estaduais cresceram 28 vezes mais que em 2019 (Foto: Arquivo)
 
A pandemia do novo coronavírus tem causado prejuízos financeiros para diversas empresas, entre elas as escolas particulares da região de Araraquara.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Educação, a migração de alunos de escolas particulares para pública aumentou 28 vezes mais na comparação de maio de 2019 com maio deste ano.

Os números são referentes as cidades de Araraquara, Américo Brasiliense, Santa Lucia, Matão, Motuca, Nova Europa, Rincão, Trabiju, Boa Esperança E Gavião Peixoto.

A diretora do departamento de matrícula da Secretaria da Educação Do Estado de São Paulo, Andrea Grecco, acredita que o aumento se deu por conta da pandemia do novo coronavírus e reforça que a rede pública está preparada para absorver esta demanda.

"A rede está preparada e temos vagas para todos os alunos que procurarem a rede pública, talvez não na escola que a pessoa deseja, mas garantimos uma vaga em uma escola próximo da residência do aluno", explica ela.

Andrea explica que a migração pode ser feita de forma on-line pelo próprio aluno, se ele tiver mais de 18 anos, ou por um responsável, se for menor de idade.

"Assim que confirmada a matricula na escola, o aluno já tem acesso à todas as aulas online. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no site", afirma.

Também foi registrada a migração na rede municipal. Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, no Ensino Fundamental foram registradas cinco matriculas vindas de escolas particulares e na Educação Infantil, 25.

SITUAÇÃO CRITICA
Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos De Ensino do Estado de São Paulo, que representa as escolas particulares, diz que as instituições estão sofrendo com a situação, principalmente no ensino infantil. Além da evasão, na ordem dos 2,3 mil alunos em todo o Estado, há, também, a inadimplência, que está em 32%.

Ele explica que a legislação estabelece que o ensino é obrigatório somente a partir dos quatro anos, por isso, as instituições particulares que recebem as crianças da faixa etária de 0 a 3 são as mais atingidas e muitas podem fechar as portas.

"A situação das escolas particulares é muito ruim, principalmente na educação infantil, neste contexto cerca de 30% devem fechar as portas. Além disso, tem a questão da inadimplência que está violenta", diz ele.

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