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Clima seco em Araraquara acende alerta em relação à saúde

Cuidados importantes como a hidratação do corpo e nas vias aéreas são essenciais neste clima seco

| ACidadeON/Araraquara

 

Crianças sofrem mais com baixa umidade do ar (Foto: Evelson de Freitas/Folhapress)

O clima seco que toda a região vem enfrentando, além de agravar as ocorrências de queimadas cada vez mais constantes em Araraquara, traz também inúmeros prejuízos para a nossa saúde. A cidade tem registrado baixíssimos índices de umidade relativa do ar nos últimos dias. A média é de 15% quando o recomendado pela Organização Mundial da Saúde é de 60%.

As altas temperaturas dos últimos dias também ajudam a piorar o cenário. De acordo com a pneumologista Renata Arbex, a falta de hidratação do nosso corpo, principalmente nessa época do ano, oferece riscos para doenças respiratórias e cardiovasculares. A poluição do ar provocada por ação humana também traz complicações.

"A poluição gera um processo infamatório e quando essa poluição chega até os alvéolos que tem a troca gasosa, mas este ar chega com as partículas de poluição", afirma.

Renata Arbex explica que com o clima seco, as mucosas das vias respiratórias acabam desidratando e causando até sangramento. O soro fisiológico pingado diretamente no nariz é um importante aliado para hidratar.

"Quando estamos em temperaturas altas e umidade baixa, o corpo sente muito e as vias aéreas perde a umidade, por isso, a orientação é usar soro no nariz".

A constante hidratação do corpo é o principal remédio para minimizar os impactos da baixa umidade do ar. Outras orientações também podem ser seguidas.

"Tomar água, usar hidrante no corpo, usar colírio lubrificantes, se alimentar bem são algumas dicas", diz a médica.

Dentro de casa, também dá para melhorar a qualidade do ar que respiramos. Bacia com água e umidificadores de ar em vários cômodos são algumas das saídas.

Renata Arbex reforça que quem já sofre com doenças respiratórias, como asma, rinite e sinusite, deve redobrar a atenção com esse tempo. O acompanhamento médico constante e o tratamento adequado são fundamentais para evitar o agravamento dos quadros clínicos.

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