Aguarde...

cotidiano

Cirurgia rara de reconstituição das paredes orbitárias é feita em Araraquara

O procedimento foi no olho direito de paciente do sexo feminino e o resultado foi excelente

| ACidadeON/Araraquara

 

Placas de titânico usadas para a reconstrução das paredes orbitárias (Foto: Assessoria/Unimed)

Uma cirurgia rara de reconstituição das paredes orbitárias ocorreu nesta sexta-feira (11), no Hospital São Paulo, de Araraquara. O procedimento segundo o médico Eduardo Hochuli Vieira é inédito no mundo acadêmico.

Segundo Hochuli, a cirurgia foi no olho direito de paciente do sexo feminino e o resultado foi excelente. "O procedimento que fizemos não têm registros em trabalhos acadêmicos. É a primeira vez que foram reconstituídas as quatro paredes orbitárias do globo ocular de uma paciente. O objetivo foi recolocar o olho de volta no lugar", afirma.

Essa reconstituição foi necessária porque, como explica o especialista, o olho é uma bola rodeado por músculos, nervos e gordura. "É como se tivéssemos um copo de água com uma bolinha de ping pong ocupando 1/3 da cavidade orbitária, que é o olho. No caso especifico desta paciente, ela perdeu a gordura da cavidade ocular, ou seja, parte da água e, o olho, sem sustentação, foi para dentro, causando a enoftalmia", explica o médico.

A cirurgia foi para recompor as quatro paredes orbitárias com placas de titânio customizadas para esta paciente. "Essas placas foram devidamente calculadas para esta paciente. Não podem ser usadas para outra pessoa e são resultado de um planejamento que iniciou em fevereiro deste ano com a participação de engenheiros que fizeram inúmeros cálculos do volume orbitário da paciente para assim desenvolverem as placas (próteses)".

INÉDITO
Segundo o médico, os procedimentos de reconstituição de partes da face e do globo ocular de pacientes que sofrem traumas em acidentes, por exemplo, são cirurgias realizadas com frequência pela sua equipe, no entanto esta cirurgia é inédita porque foram implantadas próteses em redor de todo o globo ocular. "Não há registros em trabalhos acadêmicos em língua inglesa que tal procedimento tenha sido feito anteriormente no mundo", ressalta Hochuli.

ENTENDA
A paciente começou a ter problemas no olho direito há seis anos quando iniciou um tratamento para queda de cabelo com corticoides. Como efeito colateral, ela teve reabsorção gradativa da gordura da região temporal e cavidade orbitária direita. Hochuli conta que esse tipo de efeito colateral não é comum, mas é possível. "Neste caso resultou em dois problemas. O estético e a visão dupla, conhecida como diplopia".


 


Mais do ACidade ON