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Mesmo com reajuste, funcionários dos Correios mantêm greve

De acordo com o TST, se os funcionários não retornarem aos postos de trabalho, a categoria fica sujeita a multa diária de R$ 100 mil.

| ACidadeON/Araraquara

Greve dos Correios teve início em agosto, na cidade de Araraquara 
Mesmo com o reajuste de 2,6% aprovado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), funcionário dos Correios de Araraquara seguem com as atividades paralisadas.

Segundo a presidente do sindicato da categoria, Fernanda Romana, aproximadamente 85% dos funcionários de Araraquara estão em greve, a maioria trabalha no setor de distribuição.

Fernanda informou que hoje, às 20h, vai acontecer uma assembleia que irá decidir se os funcionários dos correios retomam ou não as atividades a partir de amanhã, quarta-feira (23).

DECISÃO 
O TST aprovou na segunda feira (21) um reajuste de 2,6% para os funcionários dos correios. A previsão, era que os trabalhadores retomassem as atividades a partir desta terça-feira (21).

De acordo com o documento, se os funcionários não retornarem aos postos de trabalho, a categoria fica sujeita a multa diária de R$ 100 mil.

A maioria do tribunal decidiu que a greve, iniciada no dia 17 de agosto, não foi abusiva. Com isso, metade dos dias de greve será descontada do salário dos empregados. A outra metade deverá ser compensada.

ACORDO COLETIVO
De acordo com a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios, Telégrafos e Similares), a paralisação foi deflagrada depois que os trabalhadores foram surpreendidos com a revogação do atual acordo coletivo que estaria em vigência até 2021.

Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do então presidente da corte, Dias Toffoli, e suspendeu 70 das 79 cláusulas do acordo coletivo de trabalho dos trabalhadores dos correios.

O pedido da suspensão foi feito pelos correios. A empresa argumentou que não teria como manter as altas despesas, e que precisaria "discutir benefícios que foram concedidos em outros momentos e que não condizem com a realidade atual de mercado".

O acordo coletivo havia sido estendido até o fim de 2021 por decisão do TST em outubro do ano passado.

No julgamento do dissídio, o TST decidiu manter as nove clausulas oferecidas pelos correios durante a negociação salarial que incluem a oferta de plano de saúde e auxílio-alimentação e outras 20 cláusulas sociais, que não representam custos extras aos correios.

As outras 50 cláusulas do antigo acordo coletivo de trabalho foram canceladas.

NOTA 
Em nota, os correios afirmaram que desde o mês de julho, buscaram negociar os termos do acordo coletivo "em um esforço para fortalecer as finanças da empresa e preservar sua sustentabilidade".

Informou também que "ficou claro que é imprescindível que acordos dessa natureza reflitam o contexto em que são produzidos e se ajustem à legislação".

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