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Escolas particulares de Araraquara podem reabrir para reforço

Flexibilização ocorre com 30% da capacidade, mas instituições acreditam em baixa adesão. Decreto que regulamenta retomada ainda será publicado

| ACidadeON/Araraquara

Os alunos da rede privada de ensino podem voltar às salas de aula no próximo dia 3 de novembro, em Araraquara. A decisão foi do Comitê de Contingência do Coronavírus, mas ainda depende da regulamentação por meio de decreto. A flexibilização presencial é permitida para aulas de reforço e de acolhimento e respeitando 30% da capacidade.  

O ensino regular segue suspenso. O mesmo acontece na rede pública de ensino, na qual não há previsão de retomada.

Segundo o município, a decisão segue "o que já é permitido pelo Plano São Paulo do Governo do Estado para os municípios que estão na fase amarela, desde que todos os protocolos sanitários sejam respeitados". A retomada é facultativa às escolas particulares e aos responsáveis pelos alunos.   

Escolas da rede particular poderão reabrir a partir de novembro (Foto: reprodução/Pixabay)

Apesar da decisão, escolas ouvidas pela reportagem não se mostram confiantes de que haverá procura neste momento.

Em uma unidade de ensino que fica no Centro de Araraquara há 260 alunos matriculados entre ensino infantil e médio.

A coordenadora pedagógica da instituição, Maria Aparecida Callegari, explica que não há um número de alunos que voltarão às salas de aula neste momento, já que o conteúdo programático não sofreu qualquer alteração por conta da pandemia.

Segundo ela, embora existam pais que já demonstraram interesse nesta retomada parcial, a adesão deve ser baixa. "Nossa escola estruturalmente está capacitada para receber o aluno, então se o aluno e os pais quiserem essa volta, ela pode ser feito", diz ela.

BAIXA ADESÃO
Em outro escola, com unidades no Centro e no Morumbi, são 800 alunos matriculados, do maternal ao pré-vestibular. Neste momento, a instituição também acredita em baixa adesão, com base na experiência de unidades da rede em outras cidades que já flexibilizaram a retomada das aulas.

Segundo Paulo Henrique Rettondini, coordenador do ensino médio e pré-vestibular da instituição, poucos estudantes voltaram às salas de aula, em julho, quando o comitê já havia autorizado a retomada de cursos. A tendência é que o mesmo aconteça agora.

"Dos 100 alunos de cursinho que estavam autorizados a voltar, apenas 12 retornaram presencial. A experiência que temos visto é que a frequência é muito baixa", diz ele.

O coordenador explica que a instituição conseguiu se preparar para manter o conteúdo e o ano letivo, que deve terminar no dia 27 de novembro. Mesmo assim, a rede está preparada para atender os alunos que optarem por voltar neste momento.

"Vamos aferir temperatura, distribuir álcool em gel e tapetes sanitizantes, além das carteiras espaçadas. Também alunos e professores de máscaras de proteção", reforça.

Uma escola do centro da cidade, que atende crianças e adolescentes do ensino infantil até o fundamental, ainda está avaliando os alunos que têm necessidade de retornar neste momento para aulas de reforço.

O diretor, Antonio Riscallah Husne, afirma que a instituição se preparou para manter o aprendizado durante a pandemia e também receber alunos na fase atual. "Temos uma estrutura apara atender a todos com segurança".


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