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O Rei do Pão de Queijo que une o Centro de Araraquara

Conheça a história do casal de comerciantes que é referência para muitas gerações de araraquarenses

| ACidadeON/Araraquara

Gaspar e Neusa estão há 37 anos a frente do Rei do Pão de Queijo em Araraquara (Foto: Amanda Rocha/ACidadeON)
 NOSSA GENTE 

Difícil alguém que não goste de um pão de queijo, né? Mais difícil ainda é encontrar algum araraquarense que nunca tenha provado o pão de queijo do seu Gaspar e da dona Neusa, que há 37 anos mantém um pequeno comércio na Rua São Bento, no Centro de Araraquara. 

O Rei do Pão de Queijo não é um nome à toa. São fornadas em mais fornadas caseiras da iguaria, que atraem pessoas de bairros distantes e até de outras cidades. As receitas são caseiras, do Gaspar Antunes Dias, 57 anos, um típico mineiro com tradição no forno. 

"Comecei como uma profissão que apareceu pra gente, fazendo pão de queijo. Fui desenvolvendo e melhorando as receitas, bom é o que dizem. É única coisa que fiz até hoje", diz o modesto Gaspar.  

Eles vieram de Ribeirão Preto e formaram a família em Araraquara. Os filhos, hoje já formados, cresceram vendo a mãe e o pai assando pães e doces.
 
"Começamos em 1984, a gente era funcionário do Rei de Pão de Queijo de Ribeirão Preto e conseguimos montar e comprar um aqui e ficamos até hoje. Temos três filhos que foram criados aqui e hoje são formados: a mais velha é psiquiatra, a do meio é turismóloga e mora no Canadá e o mais novo será médico, está no quarto ano de medicina", conta a mãe orgulhosa , Neusa Aparecida Teodoro Dias, de 58 anos.  

É MUITA GOSTOSURA E DEDICAÇÃO
O cardápio do pequeno bar vai muito além do pão de queijo. Tem esfirra, coxinha, queijadinha, sonho, bolinho de chuva, cueca virada, bombocado, biscoito papa ovo, broa, sequilho, pão, entre outros. Tem ainda a famosa Marta Rocha, um doce assado que leva a mesma massa e recheio do sonho tradicional.  

A mão boa de seu Gaspar nas massas é um sucesso e tem gente que prefere até as esfirras. Mas ele gosta mesmo é de fazer pão de queijo e bombocado. O segredo? "Muita dedicação" , conta rindo o rei do pão de queijo.  

"O nosso carro chefe é o pão de queijo, mas as nossas esfirras são muito famosas, tanto a de carne quanto a de frango com requeijão. Tudo é fresquinho e fazemos até mais de uma vez ao dia", diz Neusa.   

TEMPO NOSTÁLGICO  
Quem frequenta o local sabe que ali não passa cartão de crédito (nem débito). Foi assim desde o começo e os clientes já se acostumaram e vão preparados.  

Uma máquina registradora antiga e imponente é vista por lá, lembrando um tempo nostálgico do comércio local.  

"Nós tentamos e fizemos um teste, mas como são valores pequenos perdíamos muito tempo também ao aceitar o cartão, e como somos nós dois, atrapalha também no atendimento", explica a comerciante.   

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MAIS QUE CLIENTES, AMIGOS
Em 37 anos de comércio, muitos clientes se tornaram amigos do casal e sempre que estão no centro, aparecem por lá para provar alguma iguaria. Alguns já estão na quarta geração de amigos-consumidores.  "Os nossos clientes são mais amigos que clientes", diz Gaspar. 

A maioria dos clientes é idosa, e eles procuram muito por doces de época, como a brevidade, o sequilho e o biscoito papa ovo.  

"Nós temos muito doce de épocas antigas que jovem não conhece, como a brevidade, e os idosos vem atrás desses doces e os mais tradicionais mineiros", conta Neusa.  
Neusa diz que devido a pandemia do coronavírus, muito dos clientes idosos não estão indo mais, porque estão ficando em casa.  

"Estamos seguindo as regras de higiene e com restrição no espaço, mas estamos seguindo em frente. Afetou um pouco porque nosso público é de idoso e eles estão ficando mais em casa, mas acreditamos que logo tudo voltará ao normal", diz. 

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